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    Empresa de navio suspeito de derramar óleo diz que não há indícios de vazamento

    Após identificar o principal navio suspeito pelo vazamento de óleo, a Polícia Federal quer descobrir se foi um episódio proposital ou um acidente.
    O navio grego da empresa Delta Tankers continua em alto mar. Passou pela costa da África do Sul e está sendo monitorado pelas autoridades brasileiras que querem saber aonde o navio vai atracar. De acordo com a Polícia Federal, a embarcação está sem destino definido.
    Só quando a tripulação do Boubolina for ouvida para explicar o que aconteceu, é que vai ser possível definir que crimes foram cometidos. Nessa fase da investigação, a Polícia Federal pediu a ajuda de cinco países: Venezuela, Grécia, Singapura, Nigéria e África do Sul.
    “O que nós queremos esclarecer são as circunstâncias do crime. Foi doloso ou foi culposo? Por que ocorreu? Como ocorreu? Nós vamos fazer outras diligências para levantar o nome completo da tripulação, os dados totais do comandante, da empresa, o nome do dono da empresa. Estamos produzindo evidências para um processo penal”, afirma Agostinho Cascardo, delegado da Polícia Federal.
    A empresa Delta Tankers, dona do navio suspeito, declarou que não houve acidente durante a viagem e que não foi procurada pelas autoridades brasileiras.
    A Polícia Federal disse neste sábado (2) que a obrigação do contato é da empresa e que em nenhum momento o vazamento de óleo foi comunicado à Marinha do Brasil.
    “Essa obrigação de fazer o contato é, por tratado internacional e convenção, inclusive por legislação brasileira também, é do suspeito de vazamento. É daquele que fez o vazamento. Mas nós estamos tentando contato pelo canal de cooperação”, diz Agostinho Cascardo.
    O Ministério Público Federal espera o ressarcimento dos danos causados pelo desastre ambiental, já que não se trata de um navio pirata. “Ele é legalizado, espera-se que ele tenha um seguro, o que é uma boa notícia. Em havendo seguro, se ele for acionado, pode ajudar na questão da indenização e recuperação dos danos”, diz a procuradora Cebele Benevides.

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