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    Cotidiano

    Brasil cria 157 mil empregos formais no melhor mês de setembro em 6 anos

    Na parcial do ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

     

    A economia brasileira gerou 157.213 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério da Economia.

    O saldo é a diferença entre as contratações e as demissões. Em setembro, o país registrou 1.341.716 contratações e 1.184.503 demissões.

    De acordo com informações do Ministério da Economia, esse foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2013, ou seja, em seis anos.

    Geração de emprego no Brasil
    Resultados para meses de setembro

    Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

    Parcial do ano
    Os números oficiais do governo mostram também que, nos nove primeiros meses deste ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada.

    Com isso, houve aumento de 5,93% frente ao mesmo período do ano passado – quando foram abertas 719.089 vagas formais. Esse também foi o maior saldo, para o período de janeiro a setembro, desde 2014 (904.913 vagas formais abertas).

    Os números de criação de empregos formais dos primeiros nove meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e agosto. Os dados de setembro ainda são considerados sem ajuste.

    Segundo o Ministério da Economia, nos últimos 12 meses foram criados 548.297 postos de trabalho formais. Já o estoque de empregos formais na economia somou 39,172 milhões no final de setembro, contra 38,624 milhões no mesmo mês de 2018.

    Por setores
    Os números do governo revelam que, em setembro, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia.

    O maior número de empregos criados foi registrado no setor de serviços. Já os serviços industriais de utilidade pública foram o único setor que demitiu no período.

    Indústria de Transformação: +42.179
    Serviços: +64.533
    Agropecuária: +4.463
    Construção Civil: +18.331
    Extrativa Mineral: +745
    Comércio: +26.918
    Serviços Industriais de Utilidade Pública: -448
    Administração Pública: +492
    Dados regionais
    Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em setembro deste ano.

    Nordeste: +57.035
    Sudeste: +56.883
    Sul: +23.870
    Centro-Oeste: +10.073
    Norte: +9.352
    O governo informou ainda que todas 27 unidades da federação criaram empregos formais em setembro.

    A abertura de vagas no mês é liderada por São Paulo (+36.156), seguido por Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529 vagas). Os estados que menos abriram vagas, no mês passado, foram Amapá (+182), Tocantins (+424) e Acre (+492).

    Trabalho intermitente e parcial
    Segundo o Ministério da Economia, foram registradas 12.169 admissões e 6.154 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em setembro deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.015 empregos no período.

    O trabalho intermitente é aquele esporádico, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

    O mês de setembro registrou ainda 6.609 admissões na modalidade de regime de trabalho parcial e 4.802 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.807 empregos.

    As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

    Salário médio de admissão
    O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.604,60 em setembro. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 2,99% no salário de admissão, ou de R$ 46,54; na comparação com o mesmo mês de 2018.

    Em relação a agosto de 2019, houve uma queda real de 0,74%, ou de R$ 12, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.

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