logo_oficial.png

Acre

Após OMS suspender testes com medicamentos para Covid-19, AC diz que tratamento deve ser discutido entre médico e família

Após a Organização Mundial de Saúde (OMS) suspender, na segunda-feira (25), o uso da hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) reiterou seu posicionamento, afirmando que o tratamento para Covid-19, que ainda não tem cura, vai depender de "uma conversa entre médico, paciente (quando possível) e familiares".

A suspensão temporária pela OMS foi tomada até que a segurança do uso da droga seja reavaliada, já que estudos recentes mostraram que ela não é eficaz contra a Covid-19 e pode aumentar a taxa de mortalidade.

O presidente Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Mas não há comprovação científica de que esse remédio seja capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no medicamento, e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda a utilização. O protocolo da cloroquina foi motivo de atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No intervalo de menos de um mês, os dois deixaram o governo.

A Sesacre disse ainda que, inicialmente, não fez qualquer recomendação para o uso do remédio e que apenas divulgou o protocolo do Ministério da Saúde, no qual estava liberava o uso da cloroquina para pacientes com casos moderados e graves da Covid-19. 

“Devido às dúvidas crescentes dos profissionais, formou-se um grupo de médicos tanto da Secretaria de Saúde quanto da Universidade do Acre (Ufac) para elaboração de um protocolo estadual. Na versão atual do protocolo, está explícito que não há evidências científicas robustas que embasem o uso da cloroquina e que a avaliação de uso deve ser individualizada caso a caso. Além disso, deve ser uma decisão conjunta, discutida entre médico e paciente (quando possível) ou familiar, após a explicação dos riscos de efeitos colaterais da medicação e da falta de evidência de benefícios.”, explicou em nota.
A pasta explicou que, também no protocolo e seguindo a recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM), uma vez definido prescrever a cloroquina, o paciente/familiar deve assinar o Termo de Consentimento Esclarecido, assumindo conjuntamente com o médico os riscos de uso.

“A contra indicação ficou apenas para pacientes cardiopatas. Também foi recomendada uma avaliação com eletrocardiograma antes e durante o uso da cloroquina. Esta recomendação está sendo divulgada na rede estadual e também em grupos médicos.”

A pasta informou que, inicialmente, distribuiu a cloroquina enviada apenas para as unidades de referência para a Covid-19, visto que as recomendações do Ministério da Saúde incluíam pacientes moderados e graves.

“A dispensação desta medicação estava sendo monitorada por estas unidades. O grupo técnico da secretaria ainda está estudando, como se dará a distribuição da cloroquina, diante das novas recomendações do Ministério da Saúde. O medicamento está sendo distribuído apenas para aquelas pessoas que já tomavam com indicação médica.”

 

 sicredi2.png

© Copyright 2015 - Empresa Cruzeirense de Telecomunicações de Rádio e TV LTDA

Image
Image
Image

PUBLICIDADE

Image