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Homem de 89 anos consegue título de doutor em Física após 20 anos de estudos e superação de doença grave

Desde adolescente, o austríaco tinha vontade de estudar física, mas mãe o desaconselhou depois da segunda guerra mundial. Agora, ele pode ajudar professores com suas pesquisas.

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Um homem de 89 anos atingiu uma meta à qual dedicou duas décadas de trabalho e quase uma vida inteira de aspirações: o título de Doutor em Física.

Manfred Steiner defendeu recentemente sua tese na Brown University, em Providence nos Estados Unidos. Para obtê-lo, teve que superar problemas de saúde que ameaçavam atrasar seus estudos.

“Mas eu consegui, e este foi o momento mais gratificante da minha vida, terminar”, disse ele na quarta-feira (10) em sua casa em East Providence.

Durante sua adolescência em Viena, Steiner sentiu o desejo de estudar Física lendo sobre Albert Einstein e Max Planck. Ele admirava a precisão da matéria.

Mas depois da Segunda Guerra Mundial, sua mãe e um tio o aconselharam a estudar medicina, uma profissão mais adequada em tempos turbulentos. Ele recebeu seu diploma de médico em Viena em 1955 e, semanas depois, emigrou para os Estados Unidos, onde desenvolveu com sucesso uma carreira dedicada a doenças do sangue.

Steiner e sua esposa Sheila, de 93 anos, são casados ​​desde 1960. Eles têm dois filhos e seis netos. Ele vai comemorar seu 90º aniversário neste mês.

Apesar de suas satisfações como médico e professor, Steiner nunca perdeu seu fascínio pela física.

“Foi como um desejo nunca realizado passando pela minha cabeça”, disse ele. “Eu sempre pensei que, depois de terminar a medicina, não queria passar o resto da minha vida sentado ou jogando golfe ou qualquer coisa assim. Eu queria me manter ativo.”

Aos 70 anos, começou a estudar Física na Brown e, em 2007, já estudado o suficiente para aspirar ao doutorado.

Ele defendeu sua tese em setembro, após se recuperar de uma doença grave.

Em sua tese, ele estuda como os elétrons em metais condutores agem de acordo com a mecânica quântica, e como os férmions podem ser transformados em bósons. Junto com seu orientador de tese, o professor Brad Marston, ele está preparando um estudo sobre bosonização que espera publicar.

Agora ele espera ajudar os professores com os quais fez amizade durante seus estudos com suas pesquisas.

“Não estou procurando um emprego remunerado. Isso eu já superei”, disse rindo.

Por Associated Press

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Redação Juruá Online

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