17 de maio de 2022   |   19:40  |  

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Greve do INSS completa um mês no Acre e beneficiários dormem em frente à agência para conseguir atendimento: ‘Humilhante’

Com a paralisação, são disponibilizadas apenas 20 fichas para atendimento por dia.

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Operador de máquinas passou a noite em frente a agência do INSS em Rio Branco para conseguir atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

Operador de máquinas passou a noite em frente a agência do INSS em Rio Branco para conseguir atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completa um mês nesta quinta-feira (28) no Acre. A situação tem gerado insatisfação e reclamações por parte dos beneficiários, que precisam dormir na frente da agência para conseguir uma ficha de atendimento.

É o caso do operador de máquinas Jussenberg Ribeiro da Silva, que chegou agência central do INSS em Rio Branco às 21h dessa quarta (27) para tentar fazer sua atualização cadastral e resolver a situação da mãe de 91 anos que está com benefício suspenso.

“Vim resolver sobre o dinheiro que eu ganho, de um acidente e da minha mãe também, que cortaram tudo. Minha mãe tem 91 anos, é viúva, vive acamada, ficou recebendo do meu pai e dela e cortaram agora. Então eu vim para resolver esse problema. Fiquei aqui em pé, do lado de fora, amanheci o dia aqui. Acho incrível isso, a gente trabalha pra caramba e quando precisa do INSS ele vira as costas pra gente. Acho isso humilhante demais”, reclamou.

Produtor rural Francisco Alberto Silvino também dormiu em frente à agência para conseguir ficha de atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

Produtor rural Francisco Alberto Silvino também dormiu em frente à agência para conseguir ficha de atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

O produtor rural Francisco Alberto Silvino é morador do Bujari, no interior do estado, e contou que chegou por volta das 18h dessa quarta na agência do Centro de Rio Branco para tentar pegar uma ficha para outra pessoa.

“Cheguei 18h para ajudar uma senhora, porque quando ontem pela parte da manhã vim com ela e o rapaz disse que não tinha mais fichas, que só eram 20. Como ela não pode, eu vim ontem à noite para poder conseguir essa ficha para ela. Passei a noite aqui em frente mesmo do INSS, pegando sereno, com medo, mas tem que enfrentar esse desafio, porque senão não consegue. Acho isso muito absurdo, as pessoas que estão no poder têm que ajudar os que necessitam”, disse.

Um dos coordenadores do movimento grevista, o técnico de seguro social José Margarido disse que a categoria ainda espera negociação com o governo sobre suas demandas.

Ele contou que o movimento, nos últimos dias, sofreu um “baque” após a informação de que haveria desconto na folha de pagamento dos servidores. Mas, que a categoria voltou a se fortalecer, levando em consideração a importância das pautas.

“A nível nacional, a entidade tem se manifestado em todas as superintendências, tem buscado outros canais de atuação, como visita ao Congresso Nacional para expor aos parlamentares a situação do INSS, e isso tem surtido efeito. Tanto que ontem tivemos convite para participar de uma reunião com o ministro da Previdência, onde ele ventilou que no próximo encontro vai abrir mesa de negociação para discutir as pautas que a categoria reivindica”, afirmou.

Greve do INSS completa um mês no Acre — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

Greve do INSS completa um mês no Acre — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

Os servidores do INSS pedem reposição salarial e contratação de pessoal. E, segundo Margarido, o movimento tem também levado à sociedade o conhecimento sobre as condições precárias em que a Previdência Social se encontra.

“Essa greve tomou proporções muito maiores do que a gente imaginava. Uma greve que seria para reposição salarial, contratação de pessoal, na verdade, hoje significa para nós uma greve pela Previdência Social, para combater o sucateamento que nossa casa, o INSS, tem passado nos últimos anos. Milhares de pessoas em casa que não têm nem a quem reclamar, que foram empurradas para um atendimento remoto que não funciona, precarizado, o segurado acaba pagando por serviços que lhe eram fornecidos aqui. Então, o governo tem que sensibilizar com isso.”

G1

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