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Gladson considera estranha negativa na construção de estrada e buscará solução junto ao Peru

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O imbróglio que envolve a construção de uma estrada para ligar Brasil e Peru através dos estados do Acre e Ucayali, chega agora aos cuidados do Palácio Rio Branco. O governador Gladson Cameli também vai tomar para si a proposta de unir ambos os estados com promessas de alavancar a economia no Vale do Juruá e na Amazônia peruana. Após o governo peruano sinalizar que não está disposto a fazer a construção, o senador Márcio Bittar ganha apoio de Cameli na luta pela estrada.

“Não pode parar por uma questão do Peru, o que nós temos que fazer é tentar identificar onde está o gargalo, até porque é estranha essa posição deles [governo peruano], muito estranho esse posicionamento. O quê uma estrada vai trazer de prejuízo para os dois países?”, indagou em entrevista.

Segundo Cameli, o projeto ainda não foi elaborado, e o que se tem atualmente em abundância são especulações de oposicionistas de que a estrada vai passar por dentro de reservas, de parques. “Nada disso vai ser feito, vai ser um planejamento com as regulamentações, com as leis, mas quando um não quer, dois não brigam. Não adianta o Brasil gastar dinheiro nessa situação, até porque quem for financiar essa estrada não vai querer dessa forma [impasse”, esclarece.

De acordo com o governo acreano, o estado de Ucayali, no Peru, que faz divisa com o Acre, era o maior incentivador para a abertura da estrada. “Vou amanhã [quinta-feira, 24] a Brasília procurar Márcio [Bittar] para juntos sabermos como vamos agir. Da nossa parte vamos fazer o que tiver de fazer, respeitando o meio ambiente. É interesse, sim, do governo do estado [a estrada], está em nosso planejamento”, garante Cameli.

Encontro no Peru

Gladson Cameli revelou que já estava previsto um encontro e que irá solicitar uma agenda com as autoridades peruanas para ver realmente o que ocorre. “Pretendo sim ir lá [ao Peru], bater na porta, e que eles me digam realmente se não têm interesse”, afirma.

O governador concorda com os cuidados em relação aos parques e reservas ambientais e que jamais o governo chegaria com uma máquina dentro de uma reserva. “Temos leis para serem respeitadas. Tenho muita cautela nesse assunto, mas ao mesmo tempo temos o estado de direito, com direito de ir e vir. A engenharia está para dar caminhos alternativos, que seria via Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, mas claro que o custo da obra iria aumentar”.

Por fim, Gladson assegura querer realmente ouvir do governo peruano a sobre a construção da estrada. “Porque ninguém vai financiar ou entrar com recursos sabendo que o outro lado não quer”, finalizou.

Via-Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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