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Garimpeiros e indígena são baleados durante confronto em terra yanomami, diz entidade

Conflito aconteceu na comunidade Palimiú após chegada de sete embarcações a comunidade; Hutukara Associação Yanomami enviou oficio de urgência aos órgãos federais

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RIO – Um conflito armado entre garimpeiros e indígenas deixou ao menos cinco pessoas feridas na comunidade de Palimiú, em Roraima, onde fica o território Yanomami. A informação é da Hutukara Associação Yanomami.  De acordo com a entidade, o confronto se deu quando, por volta das 11h30 desta segunda-feira, sete embarcações de garimpeiros atracaram na comunidade e deram início ao ataque contra os índios. Quatro garimpeiros e um indígena, de raspão, foram baleados. Não há informações sobre vítimas. O GLOBO confirmou o ataque com o vice-presidente da Hutukara, Dario Kopenawa Yanomami.

De acordo com Dario, houve tiroteio em conflito aberto “por cerca de meia hora”.

– As embarcações dos garimpeiros saíram para a proximidade e ameaçaram voltar para vingança – diz Dario.

Em oficio enviado ao Exército, à Polícia Federal, à  Funai e ao Ministério Público de Roraima, a entidade pede aos órgãos que atuem “com urgência para impedir a continuidade da espiral de violência no local e garantir a segurança para a comunidade Yanomami de Palimiu”.

A Hutukara já havia enviado um ofício no último dia 30 de abril para os órgãos sobre a ocorrência de tiroteios entre indígenas e garimpeiros no Palimiu, na subida do rio em direção à base de Korekorema, no rio Uraricoera. Cinco garimpeiros foram expulsos após o tiroteio.

Procurada, a Funai ainda não se manifestou.

No final de março, O Globo mostrou que o garimpo ignorou a pandemia e avançou 30 % na terra Indígena Yano mami em 2020, com 500 hectares devastados de janeiro a dezembro. No total, o garimpo ilegal já destruiu o equivalente a 2,4 mil campos de futebol em todo o território. Pouco ou quase nada se fez para conter os invasores, que já beiram os 20 mil na região. Os dados constam do relatório “Cicatrizes na Floresta: a evolução do garimpo ilegal na TI Yanomami”.

Via-O globo

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Redação Juruá Online

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