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Folha de S.Paulo repercute drama de haitianos que usam AC como rota de fuga para Puerto Maldonado

Imigrantes haitianos que moram no estado e que tentam chegar à América do Norte para buscar uma vida melhor, relatam desde expulsões das fronteiras, até preços abusivos de coiotes, roubos e agressões

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O jornal Folha de S.Paulo repercutiu, no último dia 03 de outubro, a situação a que haitianos estão enfrentando nas travessias de fronteira entre o município de Assis Brasil e Puerto Maldonado, no Peru. A ideia dos refugiados é de chegar à América do Norte para tentar buscar uma vida melhor e poder sustentar familiares que ainda vivem no Haiti.

Esta jornada, que geralmente começa no Brasil, passa por mais dez países. Como existem muitos imigrantes nos Estados Unidos, que acabam fazendo a propaganda “boca a boca” de que o dinheiro nos EUA é mais rentável que no Brasil, e olhando para o fato de que, com o salário mínimo no país, não é possível se sustentar e ainda mandar para familiares noHaiti, a ideia de enfrentar os percalços nas fronteiras parece tentadora para fugir das dificuldades.

Além disto, os pronunciamentos realizados pelo presidente Joe Biden têm levantado falsas esperanças de que as entradas seriam facilitadas. Em decorrência disto, muitos imigrantes acabam se submetendo a situações degradantes e a preços abusivos de coiotes para iniciarem o processo de migração até à América do Norte.

Segundo apurações feitas pela Folha, quem tem mais condições, chega mais rápido nos EUA. O tempo varia de semanas a meses. Sem considerar propinas que os imigrantes dão para guardas de fronteiras e para serviços de coiotes, o valor médio desta investida é de R$16 mil a R$53 mil, na cotação atual do dólar, que eles não levam no total para se prevenirem de roubos no percurso.

AGRESSÕES E PREÇOS ABUSIVOS

De acordo com a religiosa Joaninha Madeira, que dá assistência a imigrantes em Assis Brasil, os haitianos são vítimas de preços altamente abusivos, até 20 vezes a mais que o “comum”, para atravessar o rio até Puerto Maldonado. “E eles também trabalham duro, vêm com mais dinheiro, com dólares. Então são mais visados pelos coiotes”, explicou à reportagem da Folha.

Caso o processo de migração dê errado, eles acabam voltando para Assis Brasil. Os relatos de imigrantes mostram também que a repulsa e a xenofobia praticada por policiais peruanos contra haitianos são assustadoras.

Um rapaz contou que foi obrigado a pular de uma ponte para uma área seca. Ele ficou dez dias se arrastando na mata para pedir ajuda, e acabou lesionando a coluna no ato da queda. Até hoje, o rapaz não anda e ninguém foi responsabilizado.

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Redação Juruá Online

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