Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Fiocruz mostra que Acre está em fase de desaceleração da pandemia mesmo com alto índice de ocupação nas UTIs

O Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz divulgado na tarde desta quarta-feira (14), aponta que após três meses do pico da 2° da Covid-19 no país, os números tendem a reduzir já nesta segunda quinzena de abril.

Os estudos mostram que ao longo da semana epidemiológica (SE) 14 de 2021, relativa ao período entre 4 e 10 de abril, se manteve a tendência de alta de transmissão de Covid-19 no Brasil e a sobrecarga dos hospitais, principalmente observável pela ocupação de leitos de UTI, se mantêm em níveis críticos. Mesmo assim, esse padrão pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, mas com números bastante mais elevados de casos graves e óbitos.

Taxa de ocupação no Acre segue alta:

Dezesseis estados e o Distrito Federal encontram-se com taxas de ocupação superiores a 90%: Rondônia (96%), Acre (92%), Tocantins (90%), Piauí (94%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (98%), Pernambuco (97%), Sergipe (94%), Minas Gerais (91%), Espírito Santo (95%), Rio de Janeiro (90%), Paraná (95%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (98%), Goiás (96%) e Distrito Federal (98%).

Na capital, a situação não é diferente, dezenove capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 superiores a 90%:

Porto Velho (100%), Rio Branco (93%), Belém (92%), Palmas (93%), São Luís (90%), Teresina (100%), Fortaleza (97%), Natal (97%), Maceió (90%), Aracajú (97%), Vitória (96%), Rio de Janeiro (94%), Curitiba (97%), Florianópolis (92%), Porto Alegre (94%), Campo Grande (106%), Cuiabá (98%), Goiânia (93%) e Brasília (98%).

As taxas de ocupação de leitos de UTI permanecem muito críticas, mas parece se consolidar lentamente a tendência de melhoria do quadro na Região Norte e em alguns estados como Maranhão, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Lockdown e demais medidas de segurança

As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e governos estaduais, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas.

No entanto, os dados sobre essas medidas ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares. A flexibilização de medidas restritivas pode fazer retomar ritmos acelerados de transmissão e, portanto, de casos graves de Covid-19 nas próximas semanas.

Boletim epidemiológico

Na última semana epidemiológica (4 a 10 de abril de 2021) foram registrados valores recordes de óbitos por Covid-19, superando a marca de 3 mil mortes diárias. No entanto, se observa uma tendência de estabilização do número de casos a partir de abril. Foram notificados no país uma média de 70.200 casos diários e 3.020 óbitos por dia na última SE. O número de casos aumentou a uma taxa de 0,9% ao dia, enquanto o número de óbitos por Covid-19 aumentou 1,1% ao dia, isto é, ligeiramente mais lento que o verificado na semana anterior (1,5%), mostrando uma tendência de desaceleração, mas ainda não de contenção, da epidemia.

Observou-se a manutenção da tendência de aumento da taxa de letalidade, que se encontrava na faixa de 3% em março e subiu para 4,3% na última SE, o que pode ser consequência da falta de capacidade de se diagnosticar correta e oportunamente os casos graves, somada à sobrecarga dos hospitais, que têm dificultado o acesso de pacientes aos cuidados necessários e também possivelmente comprometido a qualidade do cuidado ofertado.

Via-Ac 24 horas

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas