Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Fiocruz investiga no Rio dois casos suspeitos de mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense

_________________Publicidade_________________

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está investigando dois casos suspeitos do mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense.

Os dois pacientes estão internados, em isolamento, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que um reside em  Belford Roxo, e o outro, em  Duque de Caxias.

A Fiocruz não disse se são mulheres ou homens, há quanto tempo estão internados, nem onde ocorreu a suposta contaminação. A Prefetura de Caxias, entretanto, afirmou que o paciente atendido na cidade é um homem de 55 anos de idade.

Em nota nesta quinta-feira (11), a Fundação confirmou que “o INI/Fiocruz recebeu dois pacientes com suspeita de encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como ‘Doença da Vaca Louca’. Ambos estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, o paciente acompanhado no município apresentou sintomas de demência e ataxia (perda ou irregularidade da coordenação muscular).

“Ao receber a notificação da Secretaria Estadual de Saúde uma equipe do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS/DC esteve na residência do paciente para proceder a investigação do caso e monitoramento. Neste momento, o caso está sendo classificado com a forma clínica de esporádico, não tendo sido registrado, até o momento, a fonte de contaminação. O paciente segue internado e sob os cuidados da Fiocruz”, disse o órgão.

A doença da vaca louca ficou conhecida nos anos 80 e 90 depois que um surto no Reino Unido fez com que milhões de cabeças de gado fossem abatidas.

O mal da vaca louca é uma doença cerebral, degenerativa, fatal, que afeta gado e pode infectar humanos se houver o consumo de carne contaminada.

Em setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária tinha confirmado dois registros da doença em animais em Belo horizonte (MG) e nova Canaã do Norte (MT).

Na época, o ministério afirmou que foram dois casos atípicos, isolados, de gado que não chegou a ser comercializado. Ou seja, sem risco à saúde pública.

Desde então, no entanto,  as exportações de carne bovina do Brasil para a China estão suspensas. Pequim é o maior comprador, e a paralisação tem derrubado o preço da arroba.

O surto nos anos 80 e 90

O primeiro grande surto da doença teve seu auge entre 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos no Reino Unido. Estima-se que 180 mil cabeças de gado tenham sido afetadas e mais de 4 milhões de animais foram sacrificados na época.

Durante este período, o consumo de carne bovina ficou, inclusive, proibido naquele país.

Via-G1

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas