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Filho de faxineira que passou em medicina na Ufac faz campanha para comprar material para começar a estudar

André Ramon é o mais velho de sete filhos de uma família humilde e agora se organiza para começar os estudos.

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O primeiro passo para realizar seu sonho e se tornar médico foi dado pelo estudante André Ramon, de 26 anos. Na última semana, ele emocionou a internet ao fazer uma surpresa para a mãe, Vilenilde Arruda Maciel, na academia em que ela trabalha como faxineira em Rio Branco e contar que, após sete anos tentando, havia passado em medicina na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Dada a largada para a realização de um sonho, ele agora sabe que novos desafios surgem, pois vai precisar de ajuda para pagar materiais, transorporte e outros gastos no decorrer do curso. Ele é o mais velho de sete irmãos que são criados apenas pela mãe. Por isso, os amigos que sempre o ajudaram resolveram fazer uma campanha para arrecadar dinheiro e ajudar André nesse início.

A Ufac ainda está em planejamento e não há uma data para o início do curso.

“Essa ideia foi dos meus amigos, porque, devido aos estudos, não sei mexer muito bem em rede social. Meus amigos perceberam que eu ia precisar de ajuda para quando o curso começar eu ter condições de fazer de maneira tranquila. Em casa, não tenho notebook e nem materiais e viram que eu ia precisar de tudo isso. Então, com a ajuda deles, fizemos uma campanha, a ideia foi do Henrique Borba que já faz medicina. Então, meus amigos fizeram a arte, deixaram tudo pronto e organizaram tudo no meu perfil no Instagram. Fizeram tudo para que eu pudesse só administrar a campanha”, conta.

Sempre com a ajuda dos amigos, André diz que com a campanha pretende se organizar para o início das aulas e ajudar a mãe. Em poucos dias, eles arrecadaram pouco mais de R$ 1 mil.

“Deus sempre coloca as pessoas certas na hora certa. Esse dinheiro é para comprar material, mas também vou pegar uma parte e comprar um óculos de grau para minha mãe que o dela tá bem ruim e não tinha dinheiro para comprar óculos de grau. Fazia um tempo que queria comprar e não conseguiu, mas, graças a Deus , esse dinheiro que consegui, vou comprar um óculos de grau pra ela”.

A história de André

“Não tive condições para ensino mais avançado, sou ex-porongueiro, filho de empregada doméstica e o mais velho de sete filhos, não tive pai, então, minhas condições econômicas eram péssimas”. É assim que André Ramon, de 26 anos, começa a contar a sua história com a medicina.

De família humilde, ele pôde, na última terça-feira (10), dar o abraço mais esperado na mãe e uma notícia que demorou sete anos para que pudesse ser dada: a aprovação no curso de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O resultado saiu justamente no dia do seu aniversário de 26 anos. Anestesiado com a notícia, ele comemorou com os amigos e fez questão de ir até o trabalho da mãe, Vilenilde Arruda Maciel, de 48 anos. Ela trabalha como faxineira em uma academia de Rio Branco e foi lá que recebeu a notícia.

Um vídeo gravado pelos amigos de André mostra o momento de comemoração dos dois. Nas imagens, Vilenilde sai do estabelecimento e encontra o filho que diz: “Mãe, eu vim lhe avisar que não era uma ilusão, era só um sonho difícil e eu passei em medicina na Universidade Federal do Acre”, diz ele antes de um logo abraço emocionado na mãe.

Ela também não contém as lágrimas e agradece. “Esse é o melhor presente da mamãe. Graças a Deus, parabéns mesmo”, fala entre lágrimas.

O abraço sela uma parceria entre os dois. Vilenilde, mesmo sem muito estudo, sempre incentivou que os filhos trilhassem o caminho da educação. Mãe solo de sete filhos, ela sempre trabalhou como doméstica e faxineira e atualmente sustenta a casa sozinha.

Ela conta que não conseguiu terminar os estudos porque teve que trabalhar desde muito cedo. Para ela, ver o filho entrando na faculdade é motivo de orgulho e esperança.

“Tenho certeza que agora começa uma nova etapa nas nossas vidas. Estou com muito orgulho e espero que a gente consiga caminhar para uma vida melhor a partir de agora”, diz a mãe.

Devido à pandemia, Vilenilde contou que passou um dos anos mais difíceis financeiramente. Ela disse que chegou a dizer que, caso o filho não tivesse passado este ano, teria que trabalhar para ajudar em casa.

“Foi um ano muito difícil e eu disse: ‘meu filho, se não der certo este ano acho que é bom você trabalhar’. No início do mês, cobrei e quando foi na terça [10] ele me fez essa surpresa. Na verdade, é comemoração tripla, porque ele passou, a aprovação foi no dia do aniversário dele e no fim do mês, dia 30, é meu aniversário. Foi meu melhor presente.”

Por G1

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Redação Juruá Online

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