18 de maio de 2022   |   17:56  |  

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Falta de investimento no esporte local dificulta também o trabalho na base

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por Chico Rocha

A escolinha de futebol Grêmio Cacique Náuas é um projeto social sem fins lucrativos, fundado e coordenado pelo 3° sargento da reserva do Exército Brasileiro, R. dos Santos. O projeto nasceu da necessidade que o militar percebeu de contribuir por meio do esporte com as crianças e adolescentes do bairro onde mora, o São José. O projeto inclui a participação de meninos e também das meninas.


Com a experiência adquirida no exercito e no esporte onde se dedica há quase 30 anos, o militar tenta passar para os alunos do projeto, os valores morais e sociais. Evidente que a disciplina militar não ia faltar. Primeiro o professor faz uma conversa com a turma, depois o grupo faz uma serie de exercícios físicos para poder aquecer antes de entrar no treino com bola.


As instruções são feitas por voluntários do grupo com a supervisão do professor. Após a serie de exercícios, os adolescentes seguem em forma para momento cívico militar sem fugir da ordem.
A disciplina aqui é questão de ordem e o professor não abre mão de ensinar aos adolescentes o que é preciso para preservar esses momentos cívicos, incluindo o hasteamento da bandeira.


Depois de tudo isso chega a hora da bola. Primeiro, um aquecimento com toque de bola em seguida, os times entram em campo para fechar o dia de treinos. Fernando Souza que atua há dez anos no projeto diz que ajudou muito em sua educação e convido social.
“Sou muito grato. A permanência aqui me ajudou muito no meio social. Antes de entrar aqui não gostava muito de falar com as pessoas era meio tímido e agradeço ao seu R. dos Santos por nos aguentar, porque as vezes, somos chatos e eles esta de parabéns. Ele já é aposentado do exercito e se quisesse não precisaria trabalhar nesse escolinha de futebol. Mesmo assim esta nos ajudando, ajudando até mesmo tirar as crianças do crime”, disse o jovem.


O Projeto Social Grêmio Cacique Náuas, já recebeu aos longos dos quase 30 anos, mais de 5 mil crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. O ingresso na escolinha é gratuito. O militar da Reserva, R. dos Santos diz que não tem como deixar de ensinar esses valores que são fundamentais para a vida futura destas crianças.
“Tudo que se passa aqui é coisa que vais servir para o futuro deles. Quando forem para o quartel ou qualquer outro emprego, com certeza vão levar uma disciplina muito boa para a vida deles”, destacou.


Apesar da entrega e dedicação pensando no futuro dessas crianças, R. dos Santos lamenta a falta de apoio no esporte local o que segundo ele, tem dificultado para quem faz o trabalho de base desenvolver seus projetos.
“Nos tivemos uns projetos aprovados pelo governo do estado já faz uns 7 anos atrás e depois sumiu tudo. Ano passado foi feito um projeto pela prefeitura e graças a Deus foi aprovado no valor de R$ 4 mil para comprar material, o básico mesmo. Quem ainda nos ajuda um pouco é o comercio, o restante infelizmente não ajudam em nada, é um trabalho que eles vêem, acham bonito, mas ninguém vem aqui ajudar com nada nem com um picolé para um menino desse quando esta com sede”, desabafou o professor.


O professor diz que fica triste quando uma criança vai se inscrever na escolinha e os pais não tem condições de comprar se quer a camisa do uniforme.
“Eu e fico triste quando um menino vem fazer a inscrição e tenho que dizer que os pais precisam mandar fazer a camisa e agente ver aquele sacrifício. Quando tenho condições, de vez enquanto, eu compro uma chuteira para um, manda fazer uma blusa para outro, mais não posso fazer tudo porque não tenho condições” suficientes, disse.

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