18 de maio de 2022   |   15:19  |  

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Experiência praiana PCD

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Nesse primeiro escrito de 2022, trago um pouco de mar, água salgada e areia. Esses elementos compuseram a minha primeira e inesquecível experiência praiana. Mas, puxando um outro contexto desse assunto: vocês já pararam e observaram um número considerável de PCD – pessoas com deficiência nesse ambiente de lazer? O que é enfrentado por estas para irem até a areia e mar? Quais as soluções já existentes e que podem ser ampliadas para os obstáculos serem minimizados?

        Vou responder essas perguntas, mas antes irei compartilhar um pouquinho de como foi ver e tocar em uma das maiores perfeições divinas. Bom, sentir a praia na pele e depois poder ficar cara a cara com a imensidão que é o mar foi um momento único de muita emoção e felicidade que meus professores Rakel, Manoel e Shirlei me propuseram. Aliás, como eu tenho um pouco mais de controle de tronco no chão do que na cadeira, eles me deixaram bem à vontade na areia. Eu pude, do meu jeitinho me conectar com a textura da areia e ir para a beira do mar sozinha. No entanto, na hora de entrar de verdade naquela água gelada e salgada precisei ser levada nos braços. E, apesar de ter tido um pouco de dificuldade para chegar na areia, aquela foi uma das sensações mais incríveis, foi mais do que a realização de um sonho! De fato, ser batizada no mar, por essas pessoas foi um dos maiores presentes da minha vida. Obrigada por todo o amor e cuidado que tiveram comigo nesse e em vários outros momentos. 

        Entretanto, cada pessoa com deficiência manifesta particularidades e necessidades diferentes. Umas se não tiver acessibilidade e equipamentos acessíveis nesses lugares dão um jeito e vão assim mesmo, já outras não dar para fazer isso porque dependem totalmente da acessibilidade para aproveitarem o dia de lazer. E, isso se torna tanto o motivo de não vermos um número grande de PCD curtindo esse setor de turismo como também pode ser classificado como um dos maiores obstáculos enfrentado por essas pessoas para terem acesso ao local. Um outro fator é que muitas pessoas não querem ter o trabalho de auxiliar ou levar um PCD à praia, pois é sacrificoso e tal. 

        No mais, não em todas, mas em uma parcela de praias existem vários projetos, como, por exemplo, “Praia Para Todos”, criado no Rio de Janeiro, que tem como objetivo principal disponibilizar acessibilidade para PCD, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e quem mais precisar. Tanto o projeto do Rio de Janeiro, como todos os outros contam com uma equipe especializada que auxilia e desenvolve o banho de mar assistido. Além disso, são usados mecanismos acessíveis, tais como: rampas de acesso, esteiras para circulação de cadeiras de rodas na areia e a cadeira anfíbias para o banho de mar. Ah! Dependendo da cidade, temos que agendar os serviços, têm aqueles que só funcionam no fim de semana ou em alta temporada, ou seja, no verão de rachar. 

Ritinha Andrade

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