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Ex-presidente de Sindicato de Xapuri é preso após confundir policiais com assaltantes

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O seringueiro Francisco de Assis Monteiro de Oliveira, de 62 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri até a semana passada, foi preso na noite desta quarta-feira (22) após fugir de uma abordagem feita por policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) nas proximidades de sua colocação, localizada no Projeto de Assentamento Equador.

De acordo com informações prestadas pela família do sindicalista ao ac24horas, Assis Monteiro, como é mais conhecido, entrava na mata nas imediações de onde mora, portando uma espingarda, para caçar, junto com a sua esposa, quando foi abordado por um homem de arma em punho. Tratava-se de uma operação que o Gefron fazia na região.

A família alega que Monteiro confundiu os policiais com possíveis assaltantes, uma vez que o agente de segurança que o abordou estaria à paisana, assim como o carro em que ele estava seria descaracterizado, o que fez com ele ficasse bastante assustado e tomasse a decisão de voltar para o seu carro, que estava perto dali, e fugir em direção à sua residência.

Na fuga, Assis teve o carro alvejado por alguns disparos que atingiram a lataria e um dos pneus. Depois disso, ele largou o carro já próximo de sua propriedade, fazendo o restante do trajeto a pé. De casa, ele acionou a Polícia Militar de Xapuri, que enviou uma guarnição ao local. Depois de se informar da situação com o Gefron, a PM o conduziu à delegacia da cidade.

Procurado pela reportagem na manhã desta quinta-feira (23), o delegado titular de Xapuri, Gustavo Neves, informou que ainda não havia ouvido Assis Monteiro a respeito dos fatos. De acordo com ele, o motivo da prisão foi uma munição de espingarda encontrada no interior do veículo pelo Gefron para a qual o seringueiro não tem licença de uso.

O delegado também informou que ouviria Francisco de Assis ainda na manhã desta quinta-feira e que arbitraria a fiança para que ele pudesse ser liberado. Ele deverá responder pelo crime de posse de munição, previsto no artigo 12 da Lei nº 10.826 de 22 de Dezembro de 2003. A espingarda que ele estaria usando ainda não havia sido localizada.

O Estatuto do Desarmamento criminaliza o ato de possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa.

Discípulo de Chico Mendes, Francisco de Assis Monteiro de Oliveira foi uma figura importante da história do líder sindical mais famoso do Brasil a ponto de ser considerado pelo jornalista Zuenir Ventura, em seu livro-reportagem “Chico Mendes: Crime e Castigo” como o herdeiro mais autêntico da obra do ambientalista assassinado em Xapuri em dezembro de 1988.

Via-Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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