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Ex-aluno da PM diz que instrutores aplicavam jogo “batatinha frita” da série Round 6: “levava pedrada nas costas”

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O ex-aluno soldado da Polícia Militar Reginaldo Ribeiro, que se envolveu em polêmicas durante o curso de formação da instituição, foi o convidado do CipódCast, exibido no canal Na Ponta do Cipó e ac24horas na noite dessa sexta-feira (22). Na ocasião, ele revelou que foi vítima de perseguição antes do início do curso de formação e afirmou que o ‘modus operandi’ aplicado na academia são antiquados.

Segundo ele, a perseguição começou já na fase eliminatória do concurso, sendo reprovado no teste psicotécnico por problemas de ansiedade e, consequentemente, inaptidão no uso de armas de fogo. “Teve ausência dos psicólogos, falaram que era [a aplicação do teste] num horário e aplicaram em outro, e aí não aceitei o veredito. Corri atrás dos meus direitos”, disse.

O agora ex-aluno opinou sobre o curso de formação aplicado na academia. “Defasada, arcaica, obsoleta e sem aplicação no mundo dos fatos. Se o curso selecionasse os melhores dos melhores, a gente não tinha uma quantidade tão grande de policiais que afligem a lei. Infelizmente é fato, tá na mídia e esta nos autos dos processos. Oficial com envolvimento com o estado paralelo, policial que mata o outro dentro do próprio complexo da PM. Se você tiver um físico bom tá tranquilo, mas não avaliam a questão do caráter, da personalidade, da vida que o aluno teve antes de entrar no curso”, declarou.

Ribeiro revelou ainda que os instrutores do curso aplicaram um dos jogos mortais exibidos na série Round 6 (Netflix, 2021), chamado Batatinha Frita 1, 2, 3. “Todos os pelotões participaram. Todo mundo tinha que correr, colocaram a música da boneca, quando terminasse no ‘3’ todo mundo tinha que parar, se não parasse levava uma pedrada nas costas”, relembrou.

Em relação à sua vida pessoal, Reginaldo contou que foi abandonado pela mãe com apenas um ano de idade, ficando sob os cuidados do pai. Aos 10 anos de idade, segundo ele por influência de más companhias, tornou-se usuário de maconha e cocaína. O pai, percebendo o caminho que o filho tomava, com auxílio do Conselho Tutelar, encaminhou já Reginaldo – já aos 14 anos – para o Desafio Jovem Peniel, uma organização sem fins lucrativos destinada ao trabalho com recuperação de dependentes químicos, local onde Reginaldo diz ter se recuperado do uso de drogas. Com o problema do uso de drogas superado e agora voluntário da organização, Reginaldo casou e teve um filho, hoje com 12 anos. A esposa de Reginaldo, no entanto, faleceu quando o filho completou 3 anos, vítima de lúpus, uma doença auto imune.

Relembre o caso

Em setembro, Reginaldo Ribeiro acusou monitores do curso de formação da PM de coação e maus tratos, o que teria culminado na assinatura involuntária de um termo de desistência – no qual, segundo ele, o documento teria sido assassinado enquanto estava fora de condição mental e física.

Fonte: Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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