7 de agosto de 2022   |   14:08  |  

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EUA adiam teste de míssil balístico intercontinental para evitar mais tensão com a China

Lançamento estava previsto para acontecer 'nos próximos dias' e governo americano confirma que decisão foi para evitar acirrar os ânimos.

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O Pentágono adiou um teste de um míssil balístico intercontinental, previsto para os próximos dias, para evitar acirrar as tensões com a China, hoje em estado elevado por causa da visita da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan, e da resposta chinesa, na forma de exercícios militares na região, considerados “exagerados” pela Casa Branca.

De acordo com informações do Wall Street Journal, que revelou o adiamento, o teste com o míssil Minuteman III deveria acontecer ainda nesta semana na Base Aérea Vanderberg, na Califórnia. Contudo, por causa da situação em Taiwan, a Força Aérea tomou a decisão de adiar o lançamento — segundo o jornal, o teste deve acontecer em cerca de dez dias.

O LGM-30 Minuteman III é hoje o único míssil balístico intercontinental dos EUA baseado em terra, e que compõe, ao lado dos mísseis balísticos lançados de submarinos e das bombas transportadas por bombardeiros estratégicos, a tríade nuclear dos Estados Unidos. Seu alcance é de até 13 mil km.

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, confirmou o adiamento, e disse que era uma forma de mostrar à China que os EUA querem mostrar que “falam sério quando dizem que não têm interesse em intensificar as tensões”.

No início do ano, o Pentágono adiou ao menos dois testes do Minuteman III, logo depois de a Rússia pôr suas forças de dissuasão nuclear em alerta máximo, nos primeiros dias da guerra na Ucrânia. Na época, os EUA afirmaram que queriam reduzir os riscos de um “erro de cálculo”.

Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde, viu a presença de Pelosi como uma violação da soberania chinesa e dos acertos entre China e EUA sobre o status da ilha. Oficialmente, Washington não reconhece Taiwan como uma nação independente — ao mesmo tempo, os americanos mantêm um compromisso de ajudar na defesa da ilha contra um eventual ataque da China, através de vendas bilionárias de armas.

Ao comentar as manobras militares chinesas, a Casa Branca disse que essa foi uma reação exagerada à visita de Pelosi a Taiwan.

— A China optou por reagir de forma exagerada e usar a visita da presidente da Câmara como pretexto para aumentar a atividade militar provocadora no Estreito de Taiwan — disse John Kirby, em entrevista coletiva. — Eles estão aumentando a temperatura, talvez com a intenção de manter esse tipo de intensidade, ou ao menos serem capazes de conduzir esse tipo de operações de forma mais frequente.

Kirby, além de chamar as manobras de “irresponsáveis”, citando a queda de mísseis nas águas de Taiwan e do Japão, disse que Pequim usou a visita de Pelosi como um “pretexto para aumentar sua atividade militar provocadora no Estreito de Taiwan e arredores”.

— Nós não tentaremos provocar uma crise e não queremos [uma crise] — afirmou. — Ao mesmo empo, ninguém vai nos convencer a não operar nos mares e céus do Pacífico Ocidental, em conformidade com o direito internacional.

Com informações O Globo

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