30 de junho de 2022   |   14:33  |  

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Estudo detecta mais de 6 mil hectares em alerta de desmatamento até maio deste ano no AC

Análise chama atenção para o projeto de Assentamento Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, onde há mais de 400 hectares em alerta. Os alertas de abril foram os maiores desde 2015.

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A primeira análise do projeto da Universidade Federal do Acre (Ufac) identificou que o estado tem 6.100 hectares em alerta de desmatamento até 22 de maio deste ano. O estudo é feito pelo Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (LabGAMA) da Ufac.

O estudo é encabeçado pela engenheira agrônoma e mestre em produção vegetal pela Ufac e doutora em ciências florestais tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Sonaira Silva.

“Os alertas de desmatamento concentraram-se nos municípios de Feijó, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Rio Branco. O maior alerta do desmatamento identificado foi de 230 hectares em Feijó. Chamamos atenção também para a região do projeto de assentamento Santa Luzia em Cruzeiro do Sul, onde já identificamos mais de 400 hectares em alertas”, pontua a professora.

O objetivo é complementar os dados dos alertas e indicar onde pode haver um desmatamento (florestas derrubadas sem ser queimada).

O primeiro relatório da análise mostra ainda que abril deste ano foi o mês com a maior área de alertas de desmatamento desde 2015. Naquele mês, segundo o estudo, o estado teve mil km².

Alertas de desmatamento em cada cidade do Acre, segundo o estudo  — Foto: LabGAMA/Ufac
Alertas de desmatamento em cada cidade do Acre, segundo o estudo — Foto: LabGAMA/Ufac

SOS Amazônia

De janeiro a dezembro de 2021, o Acre perdeu 889 km² de floresta, o que equivale a 90 mil campos de futebol. Se comparado com 2020, ano em que o estado registrou perda de 694 km² de cobertura florestal, o aumento foi de 28%. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com base no monitoramento realizado por imagens de satélite.

Os dados do Imazon chamam a atenção para o fato de que os estados menores da Amazônia Legal também contribuem para a destruição da floresta. No Acre, a curva do desmatamento é crescente desde 2018 e agora o estado ocupa a terceira posição do ranking, empatado com Roraima (28%) e atrás apenas do Mato Grosso (38%) e Amazonas (49%).

Nas florestas públicas federais do Acre (como Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais), o desmatamento cresceu 18% no último ano, passando de 288 Km² em 2020 para 339km² em 2021. Nas florestas públicas estaduais, o impacto foi menor, passando de 24 km² em 2020 para 30 km² em 2021. Os dados evidenciam que as áreas protegidas por lei, de âmbito federal ou estadual, também sofrem pressão do desmatamento, o que coloca em risco o modo de vida de comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas e povos indígenas.

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