17 de maio de 2022   |   19:02  |  

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Escola investigada em SP: mãe acusa diretora de tentativa de homicídio

Bebê teve registro de possível parada cardiorrespiratória. Defesa aponta indícios de asfixia e pede investigação

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Um bebê de 1 ano e 8 meses teve um registro de parada cardiorrespiratória no hospital, no fim do ano passado, após sair da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, que é investigada por maus-tratos e tortura.

As advogadas da mãe da criança entraram com uma petição na sexta-feira (1°/4) para apontar novo crime e pedir que Roberta Regina Rossi Serme, diretora e proprietária do colégio, seja investigada por tentativa homicídio qualificado por emprego de asfixia.

Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica está sendo investigada pelo Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), da 8ª Delegacia Seccional

Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica está sendo investigada pelo Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), da 8ª Delegacia SeccionalFábio Vieira/Metrópoles

Bebê de 1 ano e 8 meses teve uma parada cardiorrespiratória no hospital após sair da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica

Bebê de 1 ano e 8 meses chegou ao hospital em estado grave após sair da Escola de Educação Infantil Colmeia MágicaArquivo Pessoal

“Há relatos de narcotização das crianças para que elas se acalmem, com a ministração de antitérmicos”, escreveu a promotoria.

As advogadas Nathalia Ramos Martella e Ana Carolina Badaró, que representam a mãe Bruna Naviskas, pediram ainda que o prontuário médico e outros laudos a respeito da saúde do bebê sejam averiguados pela investigação.

Mensagem da diretora

A mãe relatou que, em 16/12/21, a diretora mandou áudios pedindo que ela fosse buscar o filho na escola para levá-lo ao pronto-socorro.

Roberta teria afirmado que a criança estava com diarreia, “muito chorosa”, “com uma tosse impossível de aguentar” com rouquidão e que tinha chegado a vomitar “catarro”.

Entrada no hospital

Bruna, então, levou o filho, Theo, para um hospital particular. Na ficha de atendimento do menino, consta que ele deu entrada com cianose nas extremidades.

“Ou seja, a pontinha dos dedos azuis ou roxas, isso é muito condizente com asfixia. Ele foi tratado com protocolo sepse, que é uma emergência”, disse Martella.

O bebê foi levado para a sala de emergência. Nos arquivos médicos do menino há um registro de possível parada cardiorrespiratória. Para reverter o quadro, foi necessário o uso de medicamentos.

A criança ficou um dia internada. “Foram feitos muitos exames e não foi encontrado nada que apontasse uma infecção respiratória, como pneumonia, Covid. Então, não foi explicado porque ele chegou com quadro respiratório grave”, afirmou a advogada.

Asfixia

Na petição de novo crime, a defesa da mãe relaciona o quadro de saúde do bebê com a suposta prática de Roberta de colocar cobertores nos rostos das crianças para abafar o choro.

Os depoimentos de ao menos duas professoras relatam que a diretora teria feito isso com bebês. “Nós, como assistentes de acusação, entendemos como tentativa de homicídio”, afirmou Nathalia, advogada dos pais de Theo.

Três meses depois dessa internação, o bebê de 1 ano e 8 meses passa por tratamento psicológico, psiquiátrico e faz acompanhamento com fonoaudiólogo.

A reportagem questionou a defesa de Roberta Regina Rossi Serme se ela queria se pronunciar sobre esse relato, mas até o momento não obteve resposta.

Denúncias

A Colmeia Mágica, que atendia de bebês a crianças de 5 anos, é investigada, desde 10 de março, pelos crimes de tortura, maus-tratos, periclitação de vida, que é colocar a saúde das crianças em risco, e submissão delas a vexame ou constrangimento.

Gravações que circulam nas redes sociais mostram crianças chorando e com os braços amarrados por panos. Os alunos também aparecem recebendo alimentação em um banheiro. 

Em nota divulgada em 16/3, Roberta e Fernanda Serme, diretora e vice-diretora da instituição, afirmaram que as denúncias de pais de alunos e professores são “incabíveis, inverídicas e aterrorizantes“. As representantes da entidade alegaram ainda que estavam sendo acusadas “cruel e injustamente”, sem comprovação confiável.

Por Metrópoles

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