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Duas estradas do Acre estão entre as piores do país, segundo pesquisa da CNT

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Duas estradas do Acre aparecem entre as piores em uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento avaliou as estradas por regulares, ruins ou péssimas e revelou que 61,8% da extensão das rodovias do país têm algum tipo de problema.

No Acre, as rodovias AC-10, que liga a cidade de Porto Acre à capital acreana, Rio Branco, e a AC-405, que começa em Mâncio Lima e passa por Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, foram avaliadas como péssimas. A pesquisa foi divulgada na quarta-feira (1º).

Uma equipe da Rede Amazônica Acre esteve na rodovia AC-10 para mostrar as condições da estrada. A rodovia é a única ligação de Porto Acre e a obra que asfaltou a estrada tem mais de 40 anos. De lá para cá, a via recebeu apenas operações tapa-buraco. O resultado é uma pista cheia de ondulações.

Em um trecho da AC-10 os motoristas fazem um ziguezague na pista para desviar os buracos. Não existe sinalização nenhuma e o que deveria ser um acostamento é usado como pista principal.

Rodovia AC-10 aparece entre as estradas de péssima qualidades  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Rodovia AC-10 aparece entre as estradas de péssima qualidades — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Quem precisa da estrada todos os dias diz que é perigoso andar pela rodovia. “Muito perigosa, não tem acostamento e nem sinalização. Você vê que sempre tem acidente”, critica o motorista Luiz Galvão.

O taxista Francisco Almeida diz que quase toda semana algum colega de profissão vai parar na oficina arrumando algum problema no veículo. “O risco é grande, temos que ter muita atenção porque os carros andam muito na contramão”, falou.

Estudo

O estudo analisou mais de 100 mil quilômetros de estradas pelo Brasil e revelou que mais 60% das rodovias pesquisadas têm problemas como buracos, desgaste, sinalização precária, e foram consideradas ruins, péssimas ou regulares.

Os trechos com mais problemas estão sob a gestão pública distribuídos em três regiões:

  • Norte – Amazonas e Acre;
  • Nordeste – Pernambuco, Maranhã e Bahia;
  • Sul – Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Para a reconstrução e restauração das vias, a CNT calculou ser necessário um investimento de mais de R$ 82,5 bilhões.

O diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista, destacou que os resultados da pesquisa deste ano mostram que existem grandes extensões em que predominam afundamentos, ondulações e buracos.

Estudo analisou mais de 100 mil quilômetros de estradas do Brasil — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Estudo analisou mais de 100 mil quilômetros de estradas do Brasil — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“A sinalização também caiu muito em termos de qualidade de 2019 para cá e a geometria é muito ruim porque nesses trechos praticamente não existe acostamento, que é sempre um elemento que garante um maior nível de segurança nessas rodovias. Então, de uma forma geral, são rodovias inseguras e que acabam aumentando o custo da movimentação por todos os veículos que fazem o uso dela”, argumentou o diretor-executivo.

Enquanto isso, quem precisa da rodovia é obrigado a se adaptar. “Se a estrada fosse asfalto direto sem buraco, creio que você faria 25 minutos daqui para Rio Branco. Mas, no caso, com essa buraqueira, a gente gasta de 40 a 50 minutos devagar para cuidar do carro também”, diz o atendente de farmácia Damião Castro.

Via-Gq

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Redação Juruá Online

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