19 de maio de 2022   |   00:25  |  

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Dona do Facebook anuncia medidas para coibir desinformação nas eleições brasileiras

Meta diz que aplicativos terão lembretes sobre o calendário eleitoral, além a volta da central de monitoramento no 1º e 2º turno do pleito

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A Meta, holding controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram, realizou na manhã desta 5ªfeira (12.mai) uma coletiva de imprensa para informar as medidas que serão tomadas para garantir a distribuição de informações em suas plataformas, a integridade e que não interfiram nas eleições brasileiras, que acontece neste ano.

Entre as principais medidas anunciadas estão a volta do ‘Centro de Operações para as Eleições’, que é uma central de monitoramento de conteúdo aberto que é publicado e compratilhado nos aplicativos Facebook e Instagram que terá o apoio de especialistas brasileiros e estrangeiros que estiveram em outros processos eleitorais.

Esta central vai funcionar antes, durante e depois do primeiro e segundo turno das eleições no Brasil, que foi o primeiro país a ter este tipo de experiência de monitoramento. A promessa é que casos de conteúdo nocivo a equipe aja rapidamente para coíbir sua distribuição. 

A empresa de tecnologia fundada por Mark Zuckerberg informou que no ano de 2021 foram investidos mais de US$ 5 bilhões em segurança e integridade e estiveram presentes em mais de 200 eleições ao redor do planeta nos últimos três anos. Além disso, contam com 40 equipes com mais de 40 mil pessoas presentes para dar apoio em várias eleições no mundo todo.

Publicações no Facebook e Instagram terão avisos no rodapé da mensagem com lembretes sobre o calendário eleitoral, além de permitir acesso à Justiça Eleitoral | Facebook/TSE

No Brasil, a Meta reforçou a parceria realizada com o TSE e anunciou um canal de denuncias pelo Facebook e Instagram. A ideia do canal de denuncias é que o TSE envie conteudos que ferem as politicas do Facebook e Instagram.

Segundo a gerente de Programas de Resposta Estratégica da Meta América Latina, Debs Delbart, cada situação sera analisada e se o ‘conteúdo viole as regras [das plataformas], ele sera removido’.

Além disso, a Meta vai fornecer treinamento para autoridades eleitorais para que tanto a empresa de tecnologia e a Justiça Eleitoral possam ter uma dinâmica aprimorada para troca de informações que não comprometam o processo eleitoral.

Os aplicativos terão também lembretes — avisos com datas importantes do calendario eleitoral brasileiro. O Brasil antecipou a novidade e foi o primeiro país a receber este tipo de alerta, que aparece em conteúdos relacionados às eleições. Prática é semelhante ao que acontece aos conteúdos sobre coronavírus. Neste caso, quando o usuário clica no alerta sobre as eleições, ele é levado para o site da Justiça Eleitoral. 

Segundo os representantes da Meta, nos dois primeiros meses de funcionamento deste lembrete, em janeiro e fevereiro deste ano, mais 2,8 milhões de pessoas clicaram neste alerta, gerando ao site do TSE gerando 10 vezes mais acessos do que antes do lançamento da ferramenta.

Parceira com WhatsApp permitiu ao TSE canal exclusivo de informações no serviço de mensagens | Unsplash

Além disso, a gerente de Políticas Públicas da Meta Brasil, Monica Guise, explicou que a meta atua em frentes para conter a desinformação, como a redução de alcance de conteúdo e a informação.

Que os conteúdos de baixa qualidade, como noticias falsas, tem o alcance de engajamento nas páginas reduzido e, que com apoio das agencias de checagem como o Projeto Comprova   em que o SBT e SBT News fazem parte –, agência Aos Fatos, Estadão Verifica, AFP e ICFJ, vão ajudar na verificação destes conteúdos.

Na frente de remoção de conteudo a empresa alega que não sao permitidos contas falsas, discurso de odio, spam, bullying, promocao de violencia e supressao de votos. 

A empresa foi questionada sobre o caso da live no Instagram do deputdado estadual Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que foi derrubada por infringir regras da plataforma, mas os representantes alegaram que não podem comentar casos específicos, por questões de política da empresa.

“As repetidas violações podem levar a restrições de conta no Instagram e Facebook. Existem regras que podem ser cumpridas e, quando as regras são descumpridas, como as violações, são aplcadas as restrições”, explica Monica, que ressatou que a empresa ?tem melhorado a transparência nos últimos anos?.


Sobre o WhatsApp, o Head de Políticas Públicas, Dario Durigan, disse que  o foco da plataforma é a integridade das eleições e o combate a desinformação e reforçou que o aplicativo não faz monitoramento de conteúdo. 

O representante do aplicativo de mensagens reforçou que o serviço está em colaboração com a Justiça Eleitoral brasileira, com equipe exclusiva de advogados no país, canal eletronico para intimações eleitorais, a redução do compartilhamento de mensagens em grupo – além da orgnaização de eventos com a sociedade civil, canal de denúncia exclusivo e chatbot oficial do TSE na plataforma de mensagens.

Além disso, Durigan contou que contas com padrão anormal de compartilhamento de mensagens, como a prática do envio automatizado no WhatsApp são banidas e mais de 8 milhões de contas que faziam o envio foram banidas no mundo e, destas, mais 360 mil contas foram banidas no Brasil.

O representante da Meta também explicou que medidas como o combate de comportamento abusivo, medidas legais contra empresas infratoras que usam o nome da companhia para vender serviços de disparos de mensagens em massa, com o envio de mais de 200 ações extrajudiciais no país.

Por SBT News

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