2 de julho de 2022   |   00:09  |  

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Dólar fecha no menor patamar desde junho de 2020, com avanço da taxa de juros no Brasil

Nesta quinta-feira (17), moeda norte-americana recuou 0,72%, cotada a R$ 5,0226.

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O  dólar opera fechou em queda de 0,72%, cotada a R$ 5,0226, nesta quinta-feira (17), após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa de juros do Brasil para 4,25% ao ano. Esse é o menor patamar de encerramento desde 10 de junho de 2020.

Além disso, os investidores reagiram a decisão do Federal Reserve de adiantar para 2023 sua projeção para a primeira alta dos juros pós-pandemia na maior economia do mundo.

Com o resultado desta quinta-feira (17), a moeda norte-americana acumula queda de 3,86% no mês e de 3,17% no ano. 

Cenário

Nos EUA, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou na semana passada pela primeira vez em mais de um mês, segundo divulgou nesta quinta o Departamento do Trabalho.

Na véspera, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manteve suas taxas de juros inalteradas, mas antecipou para 2023 a projeção da primeira alta dos juros nos Estados Unidos desde o começo da pandemia da Covid-19. Em suas projeções econômicas, passou a estimar também uma inflação mais alta em 2021, de 3,4% contra os 2,4% estimados em março.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 3,5% para 4,25% ao ano. Na avaliação de economistas ouvidos pelo G1, o BC endureceu o tom e deixou espaço para para elevações mais rápidas dos juros.

O mercado financeiro projeta atualmente uma taxa de 5,82% para a inflação em 2021, acima do teto da meta do governo para o ano, que é de 5,25%. Já a previsão para a Selic no fim de 2021 está em 6,25% ao ano, o que embute novas altas na taxa de juros nos próximos meses.

Na avaliação da Mira Asset, a Selic pode chegar a um patamar entre 6% a 7% ao final deste ano. “Um ponto que pode ajudar é que com o avanço das reformas o dólar possa ceder ainda mais, o que pode tirar pressão para o Banco Central ser muito mais agressivo nos meses do final do ano”, escreveram os analistas em relatório a clientes.

Via-G1

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