18 de maio de 2022   |   17:14  |  

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DO VERDE AO AMARELO: O processo de “amadurecer” produtivamente no Brasil

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O Ageismo é algo que precisa ser muito discutido atualmente nos ambientes institucionais, privados, governamentais e não governamentais, haja vista a longevidade que agora perpassa a população brasileira. Isso implica em mudanças de atitudes, e a construção de ambientes evoluídos, modernos e acolhedores.

Não existe desenvolvimento e crescimento em qualquer modelo de gestão, sem as pessoas! Quando as pessoas saem de suas estruturas físicas do local de trabalho, restam paredes nuas, equipamentos silenciosos, sem vida.

Para falarmos em modelos de gestão, precisamos também falar dessas pessoas e seus processos pessoais.
Os profissionais em sua esmagadora maioria, iniciam suas atividades no modo “verde”.

Falta-lhes (nos) experiência, vivência, criticidade, conhecimento de realidades entre tantas outras necessidades. Mas como todo início de processo, isso é natural. É normal!

Mas a vida segue, as pessoas crescem, mergulham no desenvolvimento de habilidades e competências, desenvolvem senso crítico, assumem responsabilidades, caminham em busca de acompanhar as mudanças dinâmicas impostas no dia a dia anos após anos.
O auge da energia peculiar à juventude, imprime um ritmo frenético, e a gente trabalha muito para conquistar espaços, conquistar seguidores para os seus projetos e investimentos intelectuais, e reavaliação constante sobre os conceitos científicos, políticos voltados para o desenvolvimento, conceitos pragmáticos, empíricos e éticos.

Nessa trajetória, aportamos na teoria da relatividade- nem tudo que serve aqui, serve acolá- mas pode-se através da paciência, escuta empática, resiliência e conhecimento das estruturas necessárias para todo e qualquer processo de desenvolvimento, contribuir para as mudanças de toda ordem, focada naquilo em que você conseguiu maior habilitação e visão de águia.

Pronto! Amadureceu! Saiu do verde para o amarelo!

O que acontece na maioria do bojo das gestões públicas e privadas no Brasil, com relação aos profissionais maduros?

“Nos últimos anos, o tema envelhecimento vem chamando a atenção de estudiosos. Acredita-se que o interesse pelo fenômeno do envelhecimento foi, e ainda é despertado, em função de uma nova realidade mundial de alteração no perfil etário da população, com destaque para o crescente aumento na expectativa de vida das pessoas. Este cenário coloca a sociedade diante do sujeito idoso, até pouco tempo praticamente invisível, nos diferentes contextos sociais. Ressalta-se a presença de preconceitos e categorizações desse como um ser desvalorizado que não atende mais as expectativas sociais no que se refere à agilidade, dinamismo, produtividade, força física, autonomia, entre outros elementos. Nessa perspectiva, o idoso é colocado à margem da sociedade”. (Fernanda Aparecida Zanin de Oliveira Aquino LONGEVIDADE E GESTÃO DE PESSOAS: As relações de trabalho nas organizações)

Como tratamos de atitudes inteligentes e políticas públicas no artigo anterior, remetemos à questão de solução de continuidade das vidas das pessoas. Aí não se pode pautar no contraditório! O que as instituições privadas ou governamentais podem e devem atentar doravante com o seu potencial corporativo que fazem parte do grupo amarelo?

Temos alguns exemplos: as Empresas Unilever, Gol, Votorantim, e Vivo, estão de olho nos profissionais acima de 50 anos, por terem saído na frente com olhares frutíferos, futurísticos e assertivos.

As organizações assertivas, encaram o desafio de desenvolver um modelo de gestão para lidar com os conflitos entre os “ verdes e amarelos” por compreenderem que o ajustamento da força física e o da força da experiência, podem saudavelmente trazer grandes resultados para todos.
A gestão pública de um modo geral, tem perdido esse espaço, esses potenciais, e a oportunidade de desenvolver a cultura da cooperação nesses ambientes, em busca da solução de continuidade em todos os sentidos e em todos os movimentos dinâmicos peculiares em quaisquer áreas onde se tem vida, história, conhecimento, cultuando o Ageísmo (preconceito por idade), que permeia sem nenhuma sabedoria nos ambientes produtivos.

Nesse espaço, conclamo às organizações públicas e privadas, a repensar o “preconceituoso”, envelhecido, arcaico modelo de gestão, para o novo, moderno, gentil, amável, valoroso jeito de juntar todas as idades e todas as cores nos ambientes produtivos.
Na velocidade das ações, sempre alguém já amolou o machado!

Por fim, o que seria do VERDE se não fosse o AMARELO? Reflitamos!
Vamos evoluir!

Economista Doméstica (UFV), Técnica Especialista em Extensão Rural da Emater- Acre, Especialista em: Comunicação e Metodologia, Capacitação de Recursos Humanos, Planejamento Regional e Políticas Públicas, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente( UFAC), e amante da natureza , de gente, e da Amazônia.

Coluna – Vera Gurgel

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