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Dia dos Avós: conheça a história de um casal que apesar de todas as dificuldades, não desiste da educação do neto

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Romário da Costa e Rosimar Pereira acreditam na educação. O casal de aposentados se dedica à criação do neto Pietro, de sete anos, estudante da primeira série do Ensino Fundamental da Escola Estadual Almada Brito, no bairro Calafate, em Rio Branco. 

Todos os dias, no período da manhã, seu Romário e Pietro se sentam na varanda de casa para estudar o material impresso disponibilizado pela escola. Uma tarefa que exige muita dedicação, principalmente quando se coloca nessa equação as dificuldades enfrentadas pelo pequeno estudante.

A varanda de casa é lugar onde o avô alfabetiza o neto. Foto: Dayana Soares

Há alguns meses ele foi diagnosticado com hiperatividade e um cisto no cérebro. O casal conta que, mesmo notando que o neto fazia algumas coisas fora do comum, não havia identificado qualquer problema. “Minha vizinha, que é professora, conversou comigo. Meus filhos também. Então nós o levamos ao neurologista”, conta dona Rosimar. 

E mesmo antes do diagnóstico de Pietro e da pandemia da Covid-19, a vida não vinha sendo fácil para o casal de idosos. Naturais de Cruzeiro do Sul, eles tiveram que mudar para Rio Branco em 2015, quando Rosimar foi diagnosticada com lúpus e fibromialgia. Na época, o casal já cuidava do neto. 

Apesar das dificuldades, avós não desistem da educação de Pietro. Foto: Dayana Soares

Pietro tem dificuldades de aprendizagem, concentração e fala. Ele não consegue acompanhar as aulas veiculadas pela TV, nem as explicações enviadas pela professora. Por isso, é o avô quem o alfabetiza. E, apesar de ter dado aula durante 15 anos de matemática e desenho técnico na educação profissional, Romário conta que este tem sido um grande desafio. Porém, desistir não é uma opção. 

“A gente só quer o melhor para o nosso neto. Eu penso que o futuro dele é incerto. Mas, tudo vai depender da educação que ele receber agora”, avalia o avô. 

Aplicativo que Pietro usa para desenhar. Foto: Dayana Soares

É no desenho e na tecnologia que Pietro encontra a calma. São horas se dedicando à pintura e ao aplicativo de desenho que avós nem imaginam como funciona. Eles não entendem porque o aplicativo é todo em inglês e também não sabem como o pequeno descobriu a existência do software

Mesmo com a dificuldade na fala, Pietro consegue pronunciar com perfeição palavras em inglês, aprendidas no aplicativo e na internet. O sonho dos avós é conseguir focar nas coisas que Pietro consegue e gosta de fazer. “Eu creio que ele vai conseguir muitas coisas boas por conta da arte”, sonha a avó.

Por SECOM

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Redação Juruá Online

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