Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Decisão de Simone Biles mostra que atletas não são deuses e abre debate sobre saúde mental: ‘Coragem de ser vulnerável’, diz psicóloga

_________________Publicidade_________________

A decisão da ginasta multicampeã Simone Biles, ao  desistir de disputar as finais na Olimpíada de Tóquio, é um alerta para que atletas não sejam considerados “deuses”. Foi o que especialistas ouvidos pelo G1 explicaram sobre a decisão da norte-americana.

“O que ela mostrou para gente é a coragem de ser vulnerável, de poder dizer ‘eu sou humana, não sou um mito’. Quando a gente coloca as pessoas no lugar de mito, a gente coloca a pessoa lá em cima e surgiu até a expressão ‘mitou’. É como se a pessoa não pudesse fazer nada menos do que isso, é muito injusto. Eu acho que ela foi muito corajosa de escolher ela primeiro”, afirmou a psicóloga Bárbara Valentin.

O diretor do Instituto de Psiquiatria Paulista e mestre em Psicologia do Esporte, psiquiatra Henrique Bottura, afirmou ao G1 que a atitude ajuda a desmistificar a ideia de que os atletas de alto rendimento são perfeitos.

“O grande aprendizado que a atleta Simone está permitindo que as pessoas tenham com essa situação, independente de avaliar se ela fez o certo ou errado, a gente olha para uma pessoa que é infalível, para um mito, uma pessoa que ‘está no olimpo’ e fala ‘opa, ela é gente também, adoece, fraqueja e tem vulnerabilidades’. Quer dizer que quando eu desisto eu não sou o pior do mundo? Esse é o aprendizado”, disse.

Simone Biles abandonou a competição de ginástica em Tóquio — Foto: REUTERS/Lindsey Wasson

Simone Biles abandonou a competição de ginástica em Tóquio — Foto: REUTERS/Lindsey Wasson

O assunto ainda abriu debate sobre a saúde mental da população em geral. A gestalt terapeuta, psicóloga Bárbara Valentin, afirmou que cuidar da própria saúde mental significa também ter cuidado com as pessoas que estão a sua volta.

“Bastou ser humano que a saúde mental tem que estar em dia. Ela é o que nos mantém no aqui e no agora. É como se deixasse a gente alinhado para entender se ‘vou ou não vou’, para tomar uma atitude mais consciente ou não, para poder se relacionar com as pessoas com mais saúde. Saúde mental é primeiro para si, mas quando a gente cuida da nossa saúde mental, estamos cuidando de todos a nossa volta. É para todo mundo”, disse Valentin.

O psiquiatra Henrique Bottura diz ainda que é necessário olhar de uma forma mais ampla para o assunto. Segundo ele, saúde mental não é um detalhe, mas a base da saúde das pessoas.

“A gente está podendo ter mais uma oportunidade de olhar para uma coisa que as pessoas olham pouco, os próprios sistemas de saúde olham muito pouco, que é a necessidade de cuidar da saúde mental. A saúde mental é uma das bases e não um detalhe”

Biles deixou competição

Biles, de 24 anos, é a maior estrela da modalidade. Ela tem 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. A atleta ficou de fora da prova individual de ginástica olímpica depois de passar por uma avaliação médica em que a atleta optou por cuidar do seu bem-estar emocional. Na terça-feira, a atleta já havia deixado de participar de parte da competição por equipes depois de perder um salto.

Via-G1

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas