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Cubanos encaram viagens mortais no Mar do Caribe por pandemia e crise econômica

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Quando Beatriz Jimenez fecha os olhos, vê sua filha e dois netos pequenos. Em seus sonhos, eles estão vivos. A família de Jimenez deixou a pequena cidade litorânea de Cabarién, no litoral norte de Cuba, em 4 de março, a bordo de um barco de contrabando lotado.

O barco veio da Flórida e pegou um grupo de cubanos desesperados para chegar aos Estados Unidos, segundo nota da chancelaria cubana.

A operação de tráfico de pessoas violou as leis dos Estados Unidos e de Cuba e colocou em risco a vida dos passageiros. Embora a ilha comunista esteja a apenas 90 milhas náuticas dos Estados Unidos, o clima no Estreito da Flórida é traiçoeiro, especialmente na primavera, quando os “ventos da Páscoa”, como os cubanos chamam as mudanças sazonais abruptas no clima, podem fazer do mar um ambiente extremamente hostil.

Jimenez disse que sua filha Lisbethy fez a viagem porque estava separada do marido na Flórida por mais de um ano, depois que a pandemia obrigou Cuba a cortar a maioria dos voos internacionais. Lisbethy tinha medo de deixar sua filha, Kenna Mariana, de 6 anos, e Luis Nesto, de 4, para trás, em Cuba, e correr o risco de uma longa separação.

“Minha filha é uma boa mãe. Ela não teria feito isso se tudo não fosse seguro. Ela não os teria feito passar por isso. Seus filhos são tudo para ela”, disse Jimenez  da salinha cheia de brinquedos que sua filha preparou para os filhos.

Desde 1º de outubro, a Guarda Costeira interceptou 90 cubanos no mar, de acordo com o porta-voz Brandon Murray. Esse número já supera os 49 migrantes cubanos do ano fiscal anterior e não contabiliza muitos migrantes que podem chegar a outros países, como as Bahamas, ou que chegam com sucesso aos Estados Unidos.

Em fevereiro, um pequeno barco que transportava oito cubanos, incluindo duas mulheres grávidas, virou ao chegar à costa da Flórida após 16 dias no mar.

No mesmo mês, a Guarda Costeira dos Estados Unidos resgatou três cubanos que se alimentavam principalmente de cocos depois de ficarem encalhados em uma ilha deserta nas Bahamas por 33 dias.

Embora até agora o número de migrantes cubanos indo para os mares seja bem menor do que a crise da década de 1990, quando milhares de pessoas tentaram a perigosa travessia de barco, o aumento está causando alarmes.

“A Guarda Costeira não recomenda que ninguém leve ao mar embarcações que não estejam em condições de navegar. As embarcações estão frequentemente sobrecarregadas, os mares são imprevisíveis e o risco de perda de vidas é muito grande”, disse a Guarda Costeira dos EUA em um comunicado fornecido.

Via-CNN

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Redação Juruá Online

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