2 de julho de 2022   |   00:07  |  

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Criptomoedas ‘não valem nada’ e deveriam ser reguladas, diz presidente do BC europeu

Christine Lagarde falou das moedas digitais em entrevista a TV holandesa. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pondera que há vários tipos de ativos com diferentes níveis de risco.

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A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as criptomoedas “não se baseiam em nada” e devem ser regulamentadas para evitar que as pessoas especulem sobre elas com suas economias pessoais.

Em entrevista à televisão holandesa neste fim de semana, Lagarde afirmou estar preocupada com as pessoas “que não entendem os riscos, que perderão tudo e ficarão terrivelmente desapontadas, e é por isso que acredito que isso deve ser regulamentado”.

Os comentários ocorrem em meio a tempos difíceis para os mercados de criptomoedas, com as moedas digitais Bitcoin e Ether caindo 50% em relação ao pico do ano passado. Ao mesmo tempo, a classe de ativos está enfrentando um escrutínio mais rígido de reguladores preocupados com os perigos que podem representar para o sistema financeiro mais amplo.

Ceticismo ‘humilde’

Lagarde disse que é cética em relação ao valor da criptomoeda, contrastando-a com o euro digital do BCE – um projeto que pode se concretizar nos próximos quatro anos.

“Minha avaliação muito humilde é que não vale nada, não se baseia em nada, não há ativo subjacente para atuar como âncora de segurança”, disse ela. “O dia em que tivermos a moeda digital do banco central, qualquer euro digital, eu garanto – então o banco central estará por trás disso e acho que é muito diferente de muitas dessas coisas”, afirmou.

Outros funcionários do BCE já manifestaram preocupações. Um deles é o membro do Conselho Executivo Fabio Panetta, que disse em abril que os criptoativos “estão criando um novo Oeste Selvagem” e traçou paralelos com a crise das hipotecas subprime de 2008.

Georgieva é mais cautelosa

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, defendeu as criptomoedas — Foto: AFP

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, defendeu as criptomoedas — Foto: AFP

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, disse nesta segunda-feira, em um painel no âmbito do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o mundo das criptomoedas não deveria ser evitado por completo depois do colapso sofrido por uma moeda digital.

No início do mês, a criptomoeda TerraUSD ou UST despencou criando uma reação em cadeia que reduziu o valor geral do mercado das criptomoedas em milhões de dólares.

“Elas não devem ser completamente retiradas. Oferecem a todos nós um serviço mais rápido, custos muito mais baixos e mais inclusão, mas apenas se separarmos as maçãs das laranjas e das bananas”, afirmou, acrescentando que é responsabilidade dos reguladores de todo o mundo criar regras e oferecer educação para proteger os investidores.

Georgieva destacou que existem muitos tipos diferentes de ativos com diferentes níveis de risco associados a eles. Por exemplo, há uma grande diferença entre stablecoins, que são lastreadas em dinheiro e outros ativos, e aquelas que dependem de algoritmos para manter seu valor, como é o caso do Terra, disse ela. Stablecoins são um tipo de criptomoeda que devem manter um valor de 1 para 1 para um ativo de reserva como o dólar americano.

“Quanto menos respaldá-los, mas devem se preparar para correr o risco de que isto exploda na cara”, afirmou, ressaltando que nem toda moeda digital deve ser tratada da mesma forma.

Por O Globo

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