22 de maio de 2022   |   12:16  |  

booked.net

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Conta de luz mais barata: cobrança extra acaba neste sábado (16)

Apesar da estimativa de redução de 20% feita pelo governo federal, especialistas asseguram que esse reflexo nas contas alcança no máximo 12%.

_________________Publicidade_________________

Chega ao fim neste sábado (16/4) a bandeira de escassez hídrica e com o fim da cobrança o consumidor terá um alívio na conta de energia elétrica. Especialistas explicam que com a mudança, além da energia, o brasileiro poderá observar redução ou desaceleração da alta da inflação, que reflete nos valores de quase todos os insumos e suprimentos.

Assim que anunciada, em agosto do ano passado, a previsão era de que a atual bandeira permanecesse em vigor até 30 de abril deste ano, mas o governo decidiu antecipar a mudança da tarifa.

Com a bandeira de “escassez hídrica”, conseguiu-se cobrir custos de geração, transmissão e distribuição de energia durante o período de seca, quando é preciso acionar as termelétricas, que custam mais caro.

No ano passado, o Brasil viveu a pior crise hídrica em 91 anos. As principais bacias hidrográficas que abastecem o país secaram em razão do baixo volume de chuvas na região dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por 70% da geração de energia no país.

O sistema de bandeiras tarifárias existe no Brasil desde 2015 e foi criado com o objetivo de sinalizar aos consumidores sobre a geração mais cara de energia nos momentos de escassez hídrica — inibindo o consumo —, e para gerar recursos extras, a fim de bancar a compra de energia mais cara.

Veja as bandeiras usadas:

20% de redução nas contas do consumidor

Após o anúncio do presidente Jair Bolsonaro (PL), o governo divulgou a expectativa de redução imediata na conta de energia elétrica dos brasileiros de, pelo menos 20%, de acordo com o consumo de cada cidadão.

André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV IBRE, avalia que um dos fatores pelo qual a redução não atingirá os 20% previstos pelo governo é a redução gradual da voltagem de concessionárias de energia elétrica, que segundo ele já vêm desde novembro do ano passado.

“Metade desse efeito vai ficar em abril porque vai ser captado a partir do dia 16 e a outra metade em maio. De setembro do ano passado pra cá, o kWh de várias concessionárias de energia já mudou. Então, a queda não deve ser tão expressiva quanto a alta foi naquela fase em que as bandeiras começaram a vigorar”, explica Braz.

“O impacto total, em pontos percentuais, deve ser de 0,6%. Então, 0,3% puxando pra baixo a inflação de abril e 0,6% puxando pra baixo a inflação de maio. Isso deve arrefecer bastante as expressões inflacionárias deste mês e também no mês que vem”, completa o economista.

Por menor que seja a expressividade da redução na tarifa, o impacto sobre bens e impostos secundários ainda serão notadas, isso porque a inflação sofre impacto direto das altas taxas de energia elétrica. Ou seja, todo suprimento e insumo que necessite de energia para ser produzido, transportado e comercializado sofre acréscimo de juros.

“A queda no valor da energia é bem-vinda e ela vai impactar tanto em contas das famílias, o consumidor vai pagar menos pela sua conta de energia, e isso já vai impactar na inflação, como também na produção industrial e prestação de serviços”, explica André.

Por Metrópoles

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

LEIA MAIS