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Com professores em greve, Educação do AC anuncia retorno das aulas presenciais para o 2º semestre

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Governo apresentou, nesta quarta (2), pacote de ações para começar as aulas do segundo semestre com ensino híbrido, parte das aulas presenciais e outra parte remota, na rede pública. Mesmo com servidores em greve, SEE diz não reconhecer movimento.

Com os servidores em greve desde o último dia 13, a Secretaria de Educação do Acre (SEE) divulgou algumas medidas e ações para o ano letivo 2021. Entre essas medidas, a SEE pretende inserir o ensino híbrido, com aulas presenciais e remotas, a partir do segundo semestre do calendário escolar.

Em uma coletiva, nesta quarta-feira (2), a secretária estadual de Educação, Socorro Neri, e o governador Gladson Cameli explicaram o pacote de ações e planejamentos para a volta das aulas presenciais. Apesar da paralisação dos servidores, o governo afirmou que não há greve na pasta. Atualmente, apenas 30%, como prevê o regulamento, dos servidores estão trabalhando.

“Estamos trabalhando com o fato de que não estamos mais em greve, as escolas estão funcionando, o ano letivo está sendo realizado. Estamos, agora, trabalhando, mantendo o diálogo, e apresentando algumas medidas, como essas que apresentamos. O diálogo sempre esteve aberto, fizemos muitas reuniões com o sindicato, com colégios diretores, recebemos, inclusive, um grupo de manifestantes, e o que estamos fazendo hoje é mostrando o resultado dessas reuniões”, afirmou Socorro Neri.

O Acre está com as aulas presenciais suspensas desde março de 2020, quando foram confirmados os primeiros casos de Covid-19 no estado. De lá para cá, os alunos têm acesso ao material escolar por meio de aulas na web, transmitidas nas rádios ou na televisão. As atividades também são entregues pelos professores nas escolas para as famílias.

Com o início da greve, cerca de 80% das escolas da rede pública não iniciaram o ano letivo 2021 no dia 10 de maio, como estava previsto pela SEE. Os trabalhadores anunciaram uma paralisação por conta da reposição nos salários.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, afirmou que os servidores seguem em greve e o governo ficou de apresentar uma proposta, mas até o momento não houve houve acordo.

Medidas e vacinação

Além da volta das aulas presenciais, a secretária Socorro Neri apresentou as seguintes medidas:

  • Fornecimento de internet e notebook para os profissionais da educação, núcleos, professores, gestores para atividades virtuais;
  • Criação de uma plataforma que conecta professores, alunos e a comunidade escolar com salas de aula virtuais e disponibilização do material;
  • Adequação das escolas com disponibilização de máscaras, álcool em gel e termômetro digital para o retorno das aulas presenciais;
  • Reforma das estruturas físicas das escolas;
  • Pagamento dos terceirizados;
  • Retorno do adicional do ensino especial;
  • Regularização da dedicação exclusiva e permanecente;
  • Convocação de novos professores temporários e efetivos – editais de convocação devem ser divulgados nos próximos dias;
  • Complementação da jornada dos servidores de apoio;
  • Compromisso de encaminhar à Aleac em janeiro de 2022 um PL do pagamento de auxílio alimentação com recurso do Fundeb para os profissionais da Educação.

“Tudo o que anunciamos são medidas que vão valorizar o profissional da Educação e melhorar as condições de trabalho nesse momento de pandemia. São medidas que representam o diálogo do governo com o sindicato, colégio diretores das escolas estaduais e servidores da rede estadual de educação”, justificou a secretária.

Socorro frisou que o retorno das aulas presenciais na rede pública ainda vai ser discutido com o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, que vai avaliar como está o crescimento dos casos de Covid-19 no estado. Ela lembrou que essa volta será possível após o início da imunização dos servidores da Educação.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Essa era uma das reivindicações da categoria quando iniciou o movimento grevista. Muito em breve teremos os profissionais vacinados. Estamos atualizando o planejamento para apresentar ao comitê para fazer essa discussão. A imunização dos servidores nos coloca em outro cenário, mas precisamos conversar com o comitê para entender se será possível, realmente, fazer o retorno no segundo semestre”, concluiu.

Por G1 ACRE

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Redação Juruá Online

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