3 de julho de 2022   |   07:06  |  

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Com alta de mortes, Brasil tem pouco a comemorar no Dia Internacional Contra Homofobia

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Nesta terça-feira é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia. Foi em um 17 de maio, em 1990, que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de ser uma data comemorativa, os dados relacionados a mortes e ataques violentos contra pessoas LGBTQIA+ não são animadores.

De acordo com o Observatório de Mortes e Violência contra LGBTI+, em 2021 foram registradas 316 mortes violentas contra esse grupo de pessoas, sendo 285 casos de assassinato, 26 suicídios e 5 relacionados a outras causa. Trata-se de uma alta de 33% ante 2020, quando foram registrados 237 casos de mortes contra pessoas LGBTQIA+.

Baseando-se nesses dados, a cada 27 horas uma pessoa LGBTQIA+ morre no país. A entidade ressalta, no entanto, que esse número deve ser bem maior, já que os dados ainda são bastante subnotificados no país, sobretudo por conta da ausência de dados oficiais sobre o assunto.

Em função disso, a organização contabiliza as mortes noticiadas pela mídia para criar o seu balanço anual, divulgado no dia 12 de maio.

Dados específicos e comparação com outros países

Dentre os grupos que sofreram mais violência, os homens gays representaram 45,8% dos casos, enquanto as travestis e mulheres trans representaram 44,6%, somando cerca de 90% dos casos.

Já as mulheres lésbicas representaram 3,80% das mortes (12 casos) e os homens trans e pessoas transmasculinas somaram 2,53% dos casos (oito mortes).

A pesquisa feita pela entidade também destacou algumas características específicas das vítimas:

  • 112 vítimas eram pretas e pardas; 127 eram brancas
  • 96 vítimas tinham entre 20 e 29 anos
  • 91 mortes ocorreram por esfaqueamento,
  • 83 mortes ocorreram por arma de fogo
  • 10 travestis/mulheres trans e 8 gays cometeram suicídio
  • 116 mortes ocorreram no Nordeste e 103 no Sudeste

Houve um aumento significativo também no número de suicídios, com 26 casos registrados, alta de 8% ante 2020.

De acordo com a entidade, o Brasil é o país onde ocorrem mais mortes por homofobia no mundo.

As relações afetivas da comunidade LGBTQIA+ ainda são criminalizadas em diversos países, sendo que 13 países têm pena de morte: Sudão, Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Mauritânia, Afeganistão, Paquistão, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, partes da Síria, partes da Nigéria e partes da Somália.

ISTOÉ

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