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Coluna da Ritinha – Íntimos amores maternos.

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O amor materno é tudo e mais um pouco. E esse sentido que mais a gente sente do que mesmo entende nos leva a conhecer e a conviver, por grande parte de nossas vidas com diferentes vertentes desse amor incondicional. E, por essa razão, eu resolvi dividir aqui dois íntimos amores de mães que estão relacionado às pessoas com deficiência.

Vamos lá!

No universo feminino, a maternidade é considerada o momento mais sublime e emocionante que uma mulher pode viver durante a sua existência. Durante os nove meses que antecedem a chegada do filho (a), é normal construir planos e mais planos para essa nova e eterna fase. Você deseja que tudo saia dentro dos conformes – e não “tá” errada! Mas aí, um diagnóstico diferente de tudo o que foi impensável por você acontece e gira a sua vida de cabeça para baixo.

Acho foi exatamente isso o que aconteceu na vida da minha mãe biológica quando, há vinte e seis anos eu cheguei para ela. No início, tudo ocorria bem, porém, a minha deficiência foi descoberta e o amor da minha mãe por mim meio que se transferiu para o coração da minha avó paterna. Divido isso, porque desde pequeninha eu fui criada pelos meus avós paternos, já que minha progenitora alegava, na época que não tinha condições de cuidar de mim. Enfim… eu quero falar é da minha MÃE avó!

A minha MÃE avó é uma mulher que criou quatro filhos e uma neta (eu). E eu falo, com toda a certeza do planeta que ela foi e é a melhor mãe que eu poderia ter. No entanto, por eu possuir uma deficiência toda a dificuldade foi multiplicada por mil em nossas vidas, mas todo o amor dela por mim foi multiplicado por números incontáveis também. Por esse motivo, ela lutou, com unhas e dentes para me dar todo o desenvolvimento necessário e conseguir me transformar em uma cidadã digna de tudo o que já conquistei.

Nesse âmbito, uma outra mãe que vale a pena destacar, respeitar e admirar é a Vera Sidou. Ela tem uma filha chamada Narah, a qual foi diagnosticada com Paralisia celebral, Microcefalia, Epilepsia e Retardo mental grave. A partir da sua filha mais nova, Vera se renovou em resiliência e força. Mas, é claro que em alguns dias toda essa resiliência e força também se enfraquecem. Se enfraquecem ainda mais por causa da sociedade, por causa do mundo que ainda não estão preparados o suficiente para as pessoas com deficiência. E, por isso, nossas mães se agarram em nós para conseguirem enfrentar todas as dificuldades que, diariamente são impostas só para terem a felicidade de verem as suas filhas escrevendo cada linha de suas próprias histórias.

Portanto, como porta-voz das pessoas com deficiência aqui, eu parabenizo e agradeço por termos mães tão especiais e batalhadoras do nosso lado. Sem vocês, não seriamos tão capazes de suportar as pancadas do dia a dia.

Ritinha Andrade

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Redação Juruá Online

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