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Coluna da Ritinha – Estendendo a conexão com o Autismo

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Anualmente, em 02 de abril é enaltecido o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o qual tem como objetivo ajudar a conscientizar a população mundial sobre a vida autista. Mas, “tá”! Por que a maluca aqui só agora, no final do mês escreveu sobre o tema? Porque, eu entendo que o destaque e extensão dessa data são importantes todos os dias do ano. Todos os dias, devemos nos conectar com conhecimentos e vivências desse universo para contribuirmos com os autistas e suas causas. Por isso, no decorrer de minhas palavras vou buscar construir e estender uma conexão mais sólida entre vocês e a complexidade desse mundo azul.

        Mas, afinal de contas, você sabe o que é o Autismo? Quais são os sintomas mais frequentes? Faz ideia do porquê o símbolo é representado por uma fita feita de peças coloridas de quebra-cabeça? E, por que será que o azul se tornou a cor principal da causa? 

        Bom... O Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de desenvolvimento que traz dificuldades para a comunicação e interação social. Além disso, é marcado, por exemplo, por comportamentos repetitivos (balançar o corpo). E, apesar de alguns casos só conseguirem ser revelados na vida adulta, geralmente, a maioria é diagnosticado por volta de 02 ou 03 anos de idade. 

        No entanto, os sintomas que conseguem ser mais destacados são: não olhar nos olhos; desinteresse pelas pessoas que estão ao redor; afinidade por determinados objetos, temas, números. Além do mais, alguns autistas podem apresentar excesso de raiva, hiperatividade e dificuldade de lidar com certos ruídos. 

Outra coisa que é importante frisar é que mesmo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere que o Autismo seja um transtorno, pela Legislação Brasileira o autista é considerado pessoa com deficiência, e, portanto, é acolhido pelo Estatuto das Pessoas com Deficiência.

Quanto ao símbolo, o qual é caracterizado por uma fita feita de peças coloridas de quebra-cabeça significa a complexidade do TEA e as peças representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com essa deficiência. Já a predominância da cor azul simboliza que o maior índice de casos é em homens. Só que, dentro dessa predominância temos a Lara e muitas outras mulheres que não deixam a sociedade esquecer que o Autismo também habita no universo feminino.

E quem é a Lara? Ela é uma criança que tem 05 anos e reside em Cruzeiro do Sul com a sua família. A notável afinidade por objetos rotatórios e algumas percas de desenvolvimentos, como, por exemplo, o dar tchau e o não olhar nos olhos a levaram a ser diagnosticada, aos 02 anos com Autismo. Desde então, Larinha vem motivando, principalmente o seu pai Aldemar Mazinho a lutar por melhorias para o mundo autista. No entanto, por meio dessa motivação surgiu o Centro de Tratamento de Integração Sensorial (CENTRIN), que no momento, oferece atendimento somente para a comunidade autista, mas que, futuramente pretende atender outros tipos de deficiências.

O pai da Lara que é médico e administrador do CENTRIN aqui na cidade me relatou que umas das maiores dificuldades de manter o projeto é o investimento em terapias especializadas. Ele também disse que o preconceito ainda é muito presente por parte da sociedade, mas que esses fatores só lhe dão mais estímulos para seguir buscando melhores condições para a sua filha e os demais. Até porque, o grande avanço da Lara o fez ver que se outras pessoas tiverem acesso ao tratamento precoce (feito por diversas áreas de terapias) é possível lidar bem com o TEA e viver uma vida normalmente. Portanto, como as demais deficiências, o Autismo só precisa de oportunidades eficazes para se expandir e facilitar esse encaixe de peças.

Ritinha Andrade

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Redação Juruá Online

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