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Clubes gastaram R$ 252 bilhões em transferências internacionais na última década; brasileiros se destacam

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A Fifa divulgou nesta segunda-feira um estudo sobre os últimos dez anos do mercado internacional de transferências. Segundo os dados da entidade, foram gastos 48,5 bilhões de dólares (cerca de 252,2 bilhões de reais) em negociações nessa modalidade no período de 2011 a 2020, com o envolvimento de 200 federações membros da Fifa.

Sem grandes surpresas, os clubes que mais empenharam recursos em transferências internacionais são europeus. Eles ocupam o top 30 do relatório, liderados pelo Manchester City. O clube inglês, que conta com recursos do sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes, viu a chegada de 130 jogadores no período. Chelsea (95), Barcelona (75), PSG (59) e Real Madrid (55) são o top 5. Estão presentes na lista 12 clubes ingleses, cinco de Itália e Espanha, três da Alemanha, dois de França e Portugal e um da Rússia, clubes que gastaram uma quantia equivalente a 47% do total global.

As equipes europeias também compõem a lista dos 30 maiores vendedores. O Benfica lidera, com 311 saídas no período, 48,2% delas envolvendo compensação financeira. Também de Portugal, o Sporting, com 226 saídas, é o segundo colocado. Barcelona (106 saídas), Chelsea (260) e Atletico de Madrid (121) os três restantes do top 5, nessa ordem. A dupla da Espanha foi a que mais conseguiu fazer dinheiro em relação ao número de saídas: 78,5% das negociações envolveram pagamentos no Wanda Metropolitano. No camp Nou, foram 73, 6%;

Os jogadores brasileiros foram os que mais movimentaram o mercado no período. Segundo o estudo, foram 15.128 atletas do país envolvidos em transferênciais internacionais, seguidos de argentinos (7.444), britânicos (5.523), franceses (5.027) e colombianos (4.287). Os brasileiros também correspondem, no acumulado, ao maior valor recebido pelas negociações. Foram gastos 7,1 bilhão de dólares (37 bilhões de reais) em atletas do país.

O Brasil também é destaque na lista de clubes com o melhor balanço entre o que foi gasto e recebido em transferências internacionais. São Paulo (7º), Santos (20º), Flamengo (21º), Corinthians (23º), Fluminense (24º), Grêmio (25º) e Internacional (29º) figuram no top 30, liderado por Sporting, Benfica, Porto, Ajax e Lyon.

O Fluminense aparece em destaque entre os clubes que mais emprestaram jogadores no período: é sexto colocado. Foram 141 atletas cedidos pelo clube carioca, em top 30 liderado por City, Chelsea e Benfica. Estão na lista também o atual campeão goiano Grêmio Anápolis (11º, 122 emprestados) e Tombense (29º, 73 emprestados), clubes especializados em negociações.

Os clubes ingleses foram os que mais gastaram no período, com 12,4 bilhões de dólares (64,6 bilhões de reais) investidos em transferências, enquanto os espanhóis foram os que mais faturaram (6,2 bilhões de dólares ou 32,3 bilhões de reais). Já os clubes brasileiros foram os que mais envolveram seus jogadores em transferências internacionais: 7.284 atletas deixaram o futebol do país no período, e 2,8 bilhões de dólares (14,6 bilhões de reais) foram recebidos. O caminho do futebol brasileiro ao português é o mais realizado pelos atletas no mundo, segundo o estudo — o caminho inverso é o terceiro realizado.

Na Conmebol

O Flamengo foi quem mais gastou em transferências internacionais entre os clubes da América do Sul no período. Foram 54 negociações, 53,7% com valores envolvidos. Atlético Mineiro, Boca Juniors, Corinthians e Palmeiras fecham o top 5, em lista de 30 que tem ainda São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Santos, Internacional e Fluminense.

Nesse mesmo recorte continental, Fluminense e Grêmio Anápolis foram os que mais negociaram jogadores: 183 dos tricolores e 137 dos goianos. O São Paulo aparece em quinto (117). A lista tem também Palmeiras (6º), Corinthians (8º), Flamengo (10º), Tombense (11º), Athletico (12º), Cruzeiro (13º), Internacional (16º), Grêmio (23º), Desportivo Brasil (26º) e Santos (30º).

Números gerais

O relatório conclui que a atividade do mercado de transferênciais internacionais cresceu fortemente no período. Foram 11.890 negociações conduzidas em 2011, comparadas às 18.079 de 2019. No total, foram 133.225 envolvendo 66.789 jogadores e 8.264 clubes.

Via-O globo

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Redação Juruá Online

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