14 de agosto de 2022   |   05:03  |  

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Cervo morre afogado ao fugir de incêndios na França; foto viraliza e comove o país

Animal foi levado pela maré e encontrado a poucos quilômetros de Gironde, uma das regiões mais afetadas pelas chamas.

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Um pequeno cervo (ou filhote de veado) que provavelmente tentava escapar das chamas ou da fumaça dos incêndios que assolavam as florestas da região de Gironde, na França, foi encontrado morto na segunda-feira (18), levado pela maré a uma praia em Biscarrosse, a poucos quilômetros da região devastada pelo fogo. Um morador da região, Sébastien Dupuy, que encontrou o animal, o fotografou, postando no Facebook a imagem, que viralizou em toda a França, mostrada em todos os canais de TV.

“As primeiras vítimas dos incêndios foram arrastadas para as praias de Biscarrosse”: essa foi a legenda que Sébastien Dupuy, 51, encontrou para descrever nas redes sociais o que sentiu ao encontrar o filhote sem vida durante sua caminhada no litoral.

Nesta segunda-feira, como em todas as manhãs, Dupuy caminhava em uma praia em Biscarrosse quando viu uma forma inusitada saindo da água, arrastada pelas ondas. “De longe, notei algo bastante estranho, me aproximei e descobri este pequeno cervo que acabara de ser trazido pela maré”, contou o morador de uma cidade de Gironde ao canal de TV francês BFM. 

“Foi estranho”, lembrou, “Golfinhos, botos, peixes trazidos pelo mar… Eu já vi isso. Mas veados pequenos como esses não são algo que se vê todos os dias”, ele declarou. A prefeitura de Biscarrosse confirmou que um pequeno cervo foi encontrado em uma praia da cidade, a menos de 10 km de onde dois grandes incêndios devastaram mais de 20 mil hectares de floresta na última semana. 

Em poucas horas, a imagem de Sébastien Dupuy se tornou viral nas redes sociais. Milhares de internautas franceses a vêem como um símbolo dos danos causados aos milhares de animais selvagens pelos incêndios que assolam a região de Gironde. Uma “morte silenciosa”, de acordo com as principais associações de defesa dos animais da França, como a L214.

“Acho que o animal ficou preso na praia, entre as chamas e a fumaça, e não teve escolha a não ser pular [no mar]”, declarou Dupuy. A maré então desempenhou seu papel, jogando-o de volta um pouco mais para o sul, na praia de Biscarrosse”, avaliou o morador, que pesca regularmente no local. 

Um cenário considerado provável por Philippe Rocq, presidente da associação Secours animalier Sud Bassin, contatado pelo site Franceinfo. “Um animal está sempre pronto a fazer qualquer coisa para evitar as chamas. Está em seu instinto de fugir do fogo, que é, para ele, o elemento mais perigoso da natureza”, descreve.

“Estes são animais da floresta. Portanto, eles estão completamente inconscientes do risco que o oceano representa”. O ativista, que também é voluntário da Liga Aquitânia para a Proteção das Aves (LPO, na sigla em francês), insiste: “Com as queimadas, a vida selvagem está em perigo. Especialmente os animais mais lentos como esquilos, pequenos lagartos ou coelhos”, explicou Rocq.

Estes incêndios representam “um verdadeiro desastre para o ambiente florestal e a biodiversidade”, sublinhou na quinta-feira (21) o prefeito de Biganos, reconhecendo um “preço muito pesado” para as florestas de seu território, localizadas na famosa Bacia de Arcachon.

“O cervo provavelmente estava tentando fugir em direção às dunas, para escapar da fumaça ou mesmo das chamas. Neste tipo de caso, podemos imaginar o comportamento de pânico por parte dos animais em perigo”, declarou Milène Cornic, porta-voz da associação Ligue des animaux, ao canal de TV BFM.

Árvores queimam durante incêndio florestal em Landiras, na região de Gironda, na França.  — Foto: Brigada de bombeiros de Gironda/Divulgação/Reuters
Árvores queimam durante incêndio florestal em Landiras, na região de Gironda, na França. — Foto: Brigada de bombeiros de Gironda/Divulgação/Reuters

Com informações RFI.

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