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Cerca de 200 jacarés são transportados no Pantanal de MT para evitar canibalismo e mortes

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Ameaçados com a seca severa, jacarés estão sendo transportados de uma lagoa para outra por garantia de sobrevivência e evitar canibalismo entre a espécie, no Pantanal mato-grossense. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu que essa é a melhor forma de ajudar os répteis a superar a seca.

Antes da ação, agentes do Ibama, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e voluntários de ONGs que atuam no Pantanal, trabalhavam para encher baias com o uso de dois caminhões-pipas. Agora, além do uso de encher os pontos secos, eles trabalham no transporte dos animais para outras localidades dentro do Pantanal.

“Eles estão em situação de canibalismo. Os jacarés que ainda têm vida estão se alimentando dos que morreram”, alertou a coordenadora de comunicação e operações institucionais da ONG Ecotropica, Carla Braganholo.

Segundo o servidor do Ibama, Bruno Campos, o trabalho começou no último domingo (19). “O trabalho de translocação começou no domingo, nós tiramos os animais da Ponte 03, por conta da pouca quantidade de água e, depois da análise da qualidade, os parâmetros estão muito ruins”, destacou o servidor.

Pantanal sofre sem enchentes desde 2020 — Foto: Divulgação/Ecotropica

Pantanal sofre sem enchentes desde 2020 — Foto: Divulgação/Ecotropica

Bruno conta que por cinco dias seguidos, duas vezes ao dia, jogaram água com caminhões-pipas contendo 15 mil litros de água, mas a ação não teve o resultado esperado. “Não fez diferença nenhuma porque a quantidade de água que evapora é maior do que a gente consegue repor”, contou Campos.

O servidor contou que o canibalismo é um processo natural do jacaré, mas que a situação dos animais do Pantanal piorou depois das secas de 2020 e 2021, somadas com as queimadas e a falta de enchentes no Pantanal. “As enchentes são fundamentais no Pantanal porque é a entrada de peixe nas regiões alagadas. Eles não tiveram a quantidade de comida necessária” afirmou.

Bruno explicou que o grupo de trabalho não está transportando todos os jacarés, mas somente os animais que estão debilitados. “Estão sendo levados para cerca de 15 quilômetros do ponto que eles estão atualmente. Ali mesmo no Pantanal, tem o Rio Clarinho, Rio Pixaim, alguns corixos (corpos d’água). No ponto, tem mais de 500 jacarés, mas serão levados entre 100 e 200”, explicou.

Ongs e órgão ambientais trabalham para reduzir danos — Foto: Divulgação/Ecotropica

Ongs e órgão ambientais trabalham para reduzir danos — Foto: Divulgação/Ecotropica

Via-G1

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Redação Juruá Online

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