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Catadores que recolhiam resíduos dentro do lixão, criam Cooperativa e lucram com produtos recicláveis

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Reciclar é um trabalho que exige coragem, determinação e superação. É assim que nasceu a primeira cooperativa de reciclagem em Cruzeiro do sul.

Com pouco mais de uma semana, a Copsul já conta com 21 colaboradores ,dedicados a transformar o que era lixo em fonte de renda.

Em um galpão eles recolhem e reciclam todo o material que é descartado pela população nas ruas da cidade e no comércio.

Para estes homens e mulheres nada aqui se perde, tudo é reaproveitado, do plástico ao alumínio. E até sucatas de carro velho que ficavam largadas nas margens das vias públicas agora tem destino.

A cooperativa hoje conta com o apoio da prefeitura que fornece máquinas e caminhões para o transporte do material que é recolhido nas ruas e equipamentos de proteção aos trabalhadores.

Quem trabalha aqui já conhece muito bem as dificuldades da vida. Dona Maria Alcilene, há 20 anos coleta material nas ruas junto com o esposo para tirar o sustento da família. Aos 53 anos de idade ela afirma que ainda tem energia para muito trabalho, e que a sua principal fonte de coleta era no aterro sanitário e quando fechou, ficou sem o principal local de onde vinha sua fonte de renda.

Mulher simples e humilde ela se alegra quando diz que em tempos bons conseguia tirar até 600 por mês e era com esse dinheiro que ela e o esposo garantiam o sustento da família com sete filhos. “Isso aqui eu junto não é por mim é por meus filhos porque não vou ver eles pedindo comida sem eu ter, mas hoje aqui eu me sinto mais segura”.

Seu Raimundo Nonato é outro que vem do lixão para a cooperativa. Sem emprego, ele nos conta que a única opção foi ir buscar na rua e no lixo algo que pudesse ajudar sua família. O trabalhador revela que no início tinha vergonha de estar catando lixo para reciclar, além das pessoas que olhavam com indiferença porque não sabia da necessidade que ele estava enfrentando, então tinha que enfrenta os obstáculos. “Tinha que ir mesmo, não tinha outro recurso. Tinha que ir trabalhar para sustentar a família. As vezes a gente ia a noite escondido porque os vigia não deixavam, aí a gente tinha que ir escondido”, relatou.

A ideia de criar a cooperativa foi a melhor maneira que o grupo encontrou para se organizar com o serviço de reciclagem na cidade.

Renata Bussons diretora da cooperativa conta que seu pais também trabalhavam com materiais recicláveis em Cruzeiro do Sul e também sofreram muita discriminação. “Nós tínhamos muitas dificuldades, sofríamos discriminação por parte de muitas pessoas e hoje resolvemos monta essa cooperativa aí. Quando foi feito o fechamento do aterro sanitário, resolvemos abraçar a causa dele porque nós também necessitávamos dessa ajuda e resolvemos reativar a cooperativa”.

O técnico ambiental Eltimar Sombra explica que as pessoas que tem material reciclável em sua residência, podem levar até o Ecoponto que fica na estrada AC 405, próximo ao bairro da Cohab.

Todo material volta para as indústrias, como são Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e o lucro é dividido entres os cooperados. “É uma sociedade. O resíduo pesado é vendido e dividido entres os cooperados em partes iguais. As pessoas que estavam aqui graças a Deus já arrumaram emprego.”concluiu.

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Redação Juruá Online

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