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Carrefour deposita R$ 1 milhão a viúva de João Alberto, morto após ser espancado em supermercado de Porto Alegre

Medida foi tomada de forma deliberada como acordo extrajudicial. Advogado de Milena Alves diz que valor será negado. Outros oito parentes foram indenizados. João Alberto Silveira Freitas foi morto asfixiado, em novembro de 2020, após ser espancado por seguranças terceirizados em uma unidade da empresa na Zona Norte da Capital.

O Grupo Carrefour Brasil depositou nesta quarta-feira (28), deliberadamente, R$ 1 milhão para Milena Alves, viúva de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro espancado por seguranças de uma unidade do supermercado em Porto Alegre em novembro de 2020.

O depósito, segundo a empresa, foi feito em uma conta criada com a finalidade de consignação extrajudicial. O valor já está disponível para Milena, única familiar que ainda estava com a negociação de indenização em aberto.

Porém, o advogado Carlos Barata, que representa Milena, diz que o “valor não corresponde com o valor pedido pela viúva” e que ele será negado.

“Não fomos intimados sobre o assunto, somente escutado a informação pela imprensa. Esse tipo de informação só demonstra a falta de respeito do Carrefour com a viúva, pois foram carrascos e agora estão sendo os próprios julgadores do caso, determinando o valor a ser pago”, salienta.

De acordo com o Carrefour, a quantia é a soma do patamar máximo por danos morais fixado pelo Supremo Tribunal de Justiça para casos como este e de um valor referente aos danos materiais, independentemente da comprovação que seria necessária em caso de litígio, e que geraria novos custos à viúva.

A empresa ainda depositou R$ 100 mil extras diretamente na conta bancária de Milena para gastos mais urgentes da viúva. Ela já vinha recebendo auxílio para despesas com acompanhamento psicológico,  mas negou os valores oferecidos em audiências anteriores.

Além do pagamento da indenização à viúva, o Carrefour já havia feito oito acordos com os demais familiares de João Alberto — os quatro filhos, o pai, a irmã, a enteada e a neta. Todos já receberam o valor acordado, conforme a empresa, exceto os três filhos do segundo casamento, que tiveram o acordo recentemente homologado pela Justiça e devem receber o pagamento ainda nesta semana.

A rede de supermercados sustenta que, desde a morte de João Alberto, mantém assistência financeira e psicológica à disposição da família, incluindo uma assistente social e gastos diários (supermercados, aluguéis, transportes, educação, entre outros).

Câmera de segurança mostra início da confusão antes do assassinato brutal de João Alberto

Via-G1

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Redação Juruá Online

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