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Cão que ficou um mês na porta de casa após dona se mudar do litoral de SP viaja cinco dias para reencontrar tutora no CE

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O cachorro que passou mais de um mês aguardando a tutora em frente à casa onde ela morava viajou por cinco dias para reencontrar a dona, na cidade de Ibiapina, no interior do Ceará. O animal estava sob os cuidados de duas amigas, em Praia Grande, no litoral paulista. Mailon percorreu mais de 3 mil quilômetros de estrada em um táxi dog interestadual.

Em entrevista ao G1 neste domingo (25), a operadora de telemarketing Helen Baum contou que a tutora de Mailon foi localizada logo após ele ser resgatado, no bairro Esmeralda. Helen e a amiga, Miriam Reis, acolheram o animal após descobrirem que ele estava morando em frente à antiga casa da dona, com o risco de ser agredido pela vizinhança.

“Logo após o resgate, ela enviou vídeos, mandou fotos com ele no colo, para provar que realmente era tutora dele. Ela estava bem abalada e contou que, durante a pandemia, estava passando por dificuldades financeiras e teve que voltar para a cidade dela no Ceará. Como não tinha dinheiro para levar o cachorro, deixou ele com familiares e foi para o interior do estado com o marido”, explica Helen.

A partir do contato com a tutora, Helen e Miriam iniciaram uma campanha que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para levar Mailon até a cidade da dona. A passagem aérea para levar o animal até o Ceará ficaria R$ 2.600. A dupla fez rifas, pediu ajuda a familiares, recorreu às redes sociais e contou com a colaboração de Maria da Paz, que também fez rifas em Ibiapina.https://ce4338bd3890a78a7aa5625ecb46e2b5.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Após dois meses de arrecadação, as amigas alcançaram o valor de R$ 1.600, no entanto, a quantia não era suficiente para custear a passagem aérea. Com o intuito de agilizar o reencontro, a dupla conheceu o serviço de táxi dog interestadual e resolveu entrar em contato com uma empresa. A viagem, que foi realizada com uma van, custou R$ 2 mil.

Maria da Paz reencontrou Mailon após seis meses sem ver o animal  — Foto: Arquivo Pessoal/Maria da Paz

Maria da Paz reencontrou Mailon após seis meses sem ver o animal — Foto: Arquivo Pessoal/Maria da Paz

“Ainda faltavam R$ 400, mas nós planejamos parcelar no cartão e continuar pedindo ajuda para pagar o restante”, relata Helen. Mailon saiu de Praia Grande no dia 17 de julho em uma van climatizada, com mais três animais. Ele chegou à cidade de Fortaleza no dia 22, após cinco dias de viagem.

Segundo a operadora, o condutor realizava três paradas por dia, e os animais passaram uma noite na sede da empresa, em Belo Horizonte. “Durante essas paradas diárias, eles [os instrutores] nos mandavam vídeos do Mailon e falavam que ele estava comendo, bebendo água, fazendo as necessidades”, conta. Para ser levado pelo táxi dog, o cão precisou de um laudo veterinário para atestar o estado de saúde, além da caderneta de vacinação em dia.

O transporte do animal com o táxi dog terminou em Fortaleza. A tutora utilizou o dinheiro arrecadado em rifas para custear a ida dele até a cidade de Ibiapina, no interior do estado. “Nós acompanhamos ele todos os dias. No dia [da chegada], às 7h, eu, Miriam e a Maria da Paz estávamos de prontidão esperando por noticias do Mailon”, destaca a operadora.https://ce4338bd3890a78a7aa5625ecb46e2b5.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Foi muito emocionante, eu chorei muito, até hoje falo no assunto e me emociono, porque a gente acaba se apegando. Satisfazer o desejo do Mailon de encontrar a dona dele não tem preço, nós não paramos até alcançar esse objetivo, é um sentimento que não dá para descrever, foi indescritível”, diz Helen.

Helen resgatou Mailon junto com uma amiga, após descobrir que ele estava morando na rua — Foto: Arquivo Pessoal/Helen Baum

Helen resgatou Mailon junto com uma amiga, após descobrir que ele estava morando na rua — Foto: Arquivo Pessoal/Helen Baum

Contratempos

Durante a estadia no lar temporário, Mailon passou por um episódio de depressão que preocupou as amigas. “Como ele é ‘fujão’, tinha que ficar dentro de casa, mas ele começou a entrar em depressão, porque ele é um cachorro que requer espaço”, conta Helen.

Para conservar a saúde do animal, Miriam o levou para a casa dela e passou a ficar mais próxima do cachorro. “Nós tínhamos que tomar todo o cuidado com ele, porque a nossa intenção era devolver ele para a tutora, então, eu levei ele para a minha casa, e eu tenho três cachorros. Aí, começou uma trajetória bem complicada”, explica.

Mailon passou a ter desavenças com um dos cachorros de Miriam, contudo, ela relata ter tido uma experiência muito boa com o animal. “Apesar dos contratempos com o meu cachorro, eu estava feliz, porque a Maria da Paz queria muito o filho de quatro patas de volta. Ela estava ansiosa, ela me ligava ansiosa, falava com ele por chamada de vídeo”, conta a cuidadora.

“Teve um dia que foi muito engraçado. Ela fez uma chamada de vídeo, e ele estava se preparando para ir embora. A gente estava só esperando o rapaz do táxi dog chegar, e ela conversando com ele. Foi muito lindo, porque ele deitou no chão, e eu coloquei o celular na frente do olho dele, e ele passava a patinha como se estivesse acariciando ela. Aquilo me chamou muito a atenção, é uma cena que eu não vou esquecer”, ressalta Miriam.

Miriam levou Mailon para morar na casa dela em Praia Grande, no litoral de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Miriam Reis

Reencontro

Ao G1, Maria da Paz, tutora do animal, esclareceu que não deixou Mailon em Praia Grande por opção. Segundo ela, o cão faz parte da família desde quando nasceu, há cinco anos. No início deste ano, ela estava passando por dificuldades financeiras e precisou voltar para o Ceará.

Maria ficou sabendo sobre a situação do cão pelo irmão, após ele comentar o que as pessoas estavam dizendo nas redes sociais. “Me esculacharam, eu chorei das quatro da tarde até uma hora da manhã quando soube. Fiquei procurando pelas pessoas que estavam cuidando dele, para contar a minha versão, porque eu não abandonei ele. Fiz um vídeo pedindo ajuda para trazer ele, porque eu não tinha dinheiro nem para comprar uma passagem, quem dirá para trazer ele”, desabafa.https://ce4338bd3890a78a7aa5625ecb46e2b5.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

De acordo com Maria, o animal não se adaptou à casa dos familiares e fugia constantemente. Quando conseguiu entrar em contato com Helen e Miriam, passou a conversar com Mailon diariamente. “Eu ligava para ele todo dia. Era só se não desse mesmo, eu queria saber notícias, perturbava as meninas, elas me mostravam ele, tiravam foto dele”, comenta.

O reencontro aconteceu após seis meses da mudança da tutora. A data, segundo Maria, foi o dia mais alegre que já teve.

“Eu fiquei muito feliz, mas fiquei uns três meses aqui agoniada, também. Em nenhum momento fechei a porta e deixei ele para trás. Deus é muito bom para mim, porque na hora, eu pensava que ia desmaiar de tão ansiosa. Eu estava ansiosa para ver ele, dormi em Fortaleza para não perder a hora de ver ele chegar, e só vim embora quando peguei ele. Nunca pensei em um encontro desse”, finaliza Maria.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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