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Campanha contra a fome distribui cestas básicas a 400 famílias no AC em vulnerabilidade na pandemia

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A campanha “Tem Gente com Fome”, promovida por movimentos sociais e organizações não governamentais, tem levado comida para a mesa de milhares de brasileiros. Em Rio Branco, cerca de 400 famílias de bairros periféricos estão sendo beneficiadas pela iniciativa.

Para marcar o Dia Mundial da Alimentação e lembrar que a fome ainda atinge mais da metade da população, neste sábado (16), o projeto distribui alimentos e materiais de limpeza a essas pessoas que estão sem renda durante a pandemia e passam por necessidades.

Além do Acre, outros nove estados brasileiros estão sendo contemplados pela iniciativa. Segundo os organizadores, a campanha surge em meio à crise humanitária causada pela pandemia.

As doações de alimentos e materiais de limpeza podem ser deixadas em um ponto de arrecadação montado na Avenida Getúlio Vargas, no Bosque, em Rio Branco. Já as contribuições em dinheiro podem ser feitas por meio do site. O doador pode depositar de R$ 10 até R$ 5 mil na conta da campanha.

O porta-voz da ação, Evandro Luzia, disse que as doações vão ser feitas ao longo desta semana. As famílias beneficiadas em Rio Branco são de 10 bairros periféricos. Segundo ele, em todo Brasil, mais de 130 mil famílias sendo beneficiadas por essa campanha, o que representa cerca de 500 mil pessoas.

“Em maior parte, essas famílias são aquelas que perderam emprego nesse período de pandemia. Lógico que também temos casos de famílias que já se encontravam em situação de desemprego antes do período de pandemia. Mas, um grande número é de famílias ligadas à área de cultura, que tiveram nesse momento a situação econômica agravada”, disse.

Campanha contra a fome distribui cestas básicas a 400 famílias no AC em vulnerabilidade na pandemia — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

Campanha contra a fome distribui cestas básicas a 400 famílias no AC em vulnerabilidade na pandemia — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

A dona de casa Daiana de Oliveira, de 29 anos, está desempregada e mora com os dois filhos e o marido. Ela conta que a situação ficou ainda mais difícil durante a pandemia e também após o marido sofrer um acidente e machucar a perna, fazendo com que ele não pudesse trabalhar.

“Quem tem nos ajudado bastante é essa campanha do movimento negro e só temos a agradecer. Tem sido muito importante a ajuda desse projeto, inclusive gostaria de falar para cada um que ajude esse projeto porque ele é muito importante para as pessoas que precisam. A maior necessidade é com relação à alimentação, porque não podemos dar o melhor para nossos filhos”, afirmou Daiana.

Aos 20 anos, a estudante de engenharia florestal Alcineia Galdino também passa por dificuldades na casa onde mora com os pais e os dois irmãos. Ela contou que todos estão desempregados e que o pai, de 80 anos, é aposentado e fazia uma renda extra catando material reciclável. Porém, por conta da pandemia, ele não pode mais trabalhar.

“Está bem complicada a situação. O que tem ajudado a gente são os sacolões que são distribuídos, ou algumas pessoas que se sensibilizam com a situação e nos ajudam. Antes da pandemia já era difícil, mas com a pandemia, aí que ficou mais. Escuto sempre relatos de outros jovens que também está difícil a situação deles, que está difícil para conseguir emprego”, relatou a estudante.

A dona de casa Angelita Padilha da Silva, de 53 anos, foi em busca do sacolão neste sábado (16) e disse que tem sido uma ajuda fundamental. Ela, que mora com os filhos de 24 e 19 anos e que ainda cuida de um idoso, parou de vender churrasquinho na rua durante a pandemia.

“Eu era ambulante, mas desde que começou a pandemia, eu parei de trabalhar. A situação tem sido difícil, agora com esse sacolão que estamos ganhando melhorou bastante. Dá para passar um mês, tanto de alimentação quanto kit de limpeza.”

Campanha “Tem Gente com Fome” tem levado comida para a mesa de milhares de brasileiros — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

Campanha “Tem Gente com Fome” tem levado comida para a mesa de milhares de brasileiros — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

Campanha

A campanha “Tem Gente Com Fome” foi lançada em março deste ano para enfrentar a fome e auxiliar famílias brasileiras com o direito humano básico: a alimentação. A iniciativa ganhou a adesão de vários artistas.

Com os mais de R$ 19 milhões captados nos primeiros seis meses, mais de 130 mil famílias receberam ajuda e foram distribuídos mais de 54 mil cartões de alimentação, 29 mil cestas básicas e 55 mil cestas com produtos orgânicos nos 27 estados.

Os recursos também ajudaram a garantir empregos e renda para armazéns e mercadinhos locais e para agricultores familiares.

58,7% dos domicílios no Acre estão em situação de insegurança alimentar — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

58,7% dos domicílios no Acre estão em situação de insegurança alimentar — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Fome no Acre

Segundo última edição da Pesquisa de Orçamentos Familiares Contínua (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro do ano passado,58,7 % dos domicílios no Acre estão em situação de insegurança alimentar.

Os dados são referentes ao biênio (2017-2018) e são resultado da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, sobre Segurança Alimentar. O levantamento classifica o grau de segurança alimentar da população em quatro níveis: segurança alimentar (SA), insegurança alimentar leve (IA leve), insegurança alimentar moderada (IA moderada) e insegurança alimentar grave (IA grave), sendo os dois últimos níveis, mais relacionados à fome.

São 137 mil lares acreanos em insegurança alimentar, sendo que desses 29 mil apresentam situação grave, segundo a pesquisa. Os números apontam ainda que somente 41,3 % das famílias que vivem no estado possuem garantias do que comer.

Do total de 137 mil lares acreanos que estão em situação de insegurança alimentar, 32,5% estão em situação de insegurança alimentar leve, 13,8% moderada e 12,4% grave, quando há a experiência de fome no lar.

O índice do estado para insegurança alimentar é o quarto maior da Região Norte, ficando atrás do Amazonas (65,5%), Pará (61,2%) e Amapá (59,4%), a média na região é de 57%.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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