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Brumadinho: mais uma vítima da tragédia da Vale é identificada; agora são oito desaparecidos

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A Polícia Civil identificou, nesta quarta-feira (6), mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Trata-se de Angelita Cristiane Freitas de Assis, que trabalhava como técnica de enfermagem do trabalho na mineradora. Ela tinha 37 anos.

A tragédia provocou a morte de 270 pessoas, em janeiro de 2019. Com a nova identificação, oito continuam desaparecidas.

No último sábado (2), dois anos e oito meses após o rompimento da barragem.

O material biológico da técnica de enfermagem foi encontrado no dia de 5 agosto. Segundo o médico-legista do setor de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal (IML), Ricardo Moreira Araújo, destacado para acompanhamento da força-tarefa em Brumadinho, a identificação da vítima foi realizada por meio de DNA.

“Na tarde de hoje, por volta das 13h, o IML recebeu um laudo de DNA proveniente do Instituto de Criminalística confirmando a identificação de um material biológico que havia aportado no IML em agosto. O esposo da vítima foi comunicado às 15h10 sobre essa identificação”, disse o médico-legista.

Segundo ele, o material biológico passou por perícia no local das buscas, foi direcionado para o IML para estimativa de sexo, idade e ancestralidade e, depois, parte foi encaminhada ao Laboratório de Biologia Forense e DNA do Instituto de Criminalística.

“O trabalho do DNA forense é um pouco mais complexo. Não é que o exame foi feito hoje, ele está sendo realizado desde o dia em que chegou ao Instituto de Criminalística. As tentativas de extração de DNA, de multiplicação, de tentar amplificar aquele DNA em um tamanho possível de comparação e, depois, todas as análises estatísticas que são realizadas, a exclusão de possibilidade de contaminação e a contraprova, que é a repetição do exame. Neste período, o material foi analisado todos os dias”, explicou Araújo.

Área atingida pelo rompimento da barragem um ano após a tragédia da Vale, em Brumadinho — Foto: Raquel Freitas/G1

Área atingida pelo rompimento da barragem um ano após a tragédia da Vale, em Brumadinho — Foto: Raquel Freitas/G1

De acordo com o médico-legista, o IML tem recebido, em média, um material biológico por dia vindo das frentes de busca em Brumadinho. Dos cerca de 950 casos entregues ao instituto, mais de 870 foram solucionados – em muitos casos, acontece reidentificação: diferentes materiais podem pertencer a uma mesma vítima.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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