Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Britânica conta como deu soco em crocodilo para salvar irmã gêmea

_________________Publicidade_________________

Como todas as histórias de terror, a de Georgia Laurie começou de maneira bastante inofensiva.https://7752a3506e41cc9135a0d4604f6dcec9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Em um albergue vibrante em Puerto Escondido, no México, Georgia agora está sentada, pouco tempo depois de ter recebido alta do hospital, mexendo em seu telefone e cercada por outros mochileiros, tentando dar sentido aos últimos dias.

Certamente, o que ela passou foi um verdadeiro pesadelo – e não é à toa que, desde o episódio, ela tem dificuldades para dormir.

Ela, sua irmã gêmea, Melissa, de Berkshire, no sul da Inglaterra, e mais alguns amigos decidiram participar de um passeio de barco na lagoa Manialtepec, no México. É um local de beleza natural intocada, com manguezais repletos de rica vida selvagem.

No entanto, suas águas rasas também são o habitat de crocodilos e esta é a época de incubação – algo de que o grupo não sabia.

O grupo não sabia que a lagoa é um habitat natural para crocodilos

‘Era lutar ou fugir’

“Na verdade, eu disse ao guia, ‘este parece um lugar onde crocodilos vivem’”, Georgia me falou com um sorriso irônico. A faixa enrolada firmemente em seu pulso é uma prova de que ela estava certa.

O guia – aparentemente um cidadão alemão que não era registrado no órgão de turismo e desde então desapareceu – insistiu que era seguro nadar ali. Enquanto o grupo desfrutava de um mergulho no frescor do início da tarde (não um mergulho à meia-noite como foi relatado inicialmente), Melissa foi repentinamente puxada para baixo d’água.

“Foi apavorante, não foi?”, disse Georgia voltando-se para outras pessoas do grupo que estavam lá, que concordaram.

Um ambientalista local me disse que o caso provavelmente foi de uma fêmea de crocodilo defendendo seus filhotes. O animal foi atrás de Melissa em três ocasiões diferentes, perfurando seu estômago e perna.

No entanto, em vez de assistir impotente, Georgia reagiu e deu repetidos socos no crocodilo em seu nariz.

“Era lutar ou fugir”, lembra ela, “e você tem que lutar pelas pessoas que ama”.

Um dos amigos, Ani, atravessou os manguezais e pediu ajuda. Um barco próximo com um grupo diferente de turistas ouviu os gritos e se dirigiu para lá.

“Empurrei a vegetação rasteira usando meu remo”, disse Lalo Escamilla, o barqueiro e ornitólogo local que entrou nas águas rasas para ajudar as gêmeas.

Lalo me levou ao local onde aconteceu o ataque e explicou que barqueiros devidamente treinados como ele estão preocupados que as ações irresponsáveis ​​de um guia desonesto possam prejudicar seus negócios.

“Eles não são guias”, diz ele sobre os estrangeiros que moram em Puerto Escondido e que buscam turistas para passeios de barco baratos, prejudicando os locais. “Eles não são especialistas aprovados pelo governo federal, eles não conhecem este lugar. Esse é o problema.”

Uma vez a bordo, ficou claro que os ferimentos de Melissa eram fatais. Além das lacerações e cortes profundos, havia água em seus pulmões e seu pulso estava quebrado. Mais tarde, ela desenvolveria sepse (infecção generalizada) em seu intestino rompido.

A adrenalina que o corpo de Georgia liberava era tanta que ela não percebeu a extensão de seus próprios ferimentos até chegarem a um hospital particular na cidade.

“Só quando a enfermeira abriu meu punho para limpar minha mão é que percebi que ela também havia sido cortada”, disse Georgia. Compreensivelmente, todo o seu foco estava na irmã gêmea, que a essa altura havia sido colocada em coma induzido.

Ligar para os pais dela foi o próximo momento difícil, pois era por volta de 4h no Reino Unido.

“Quando me disseram que a condição dela estava piorando, tive que avisar a família.”

Felizmente, Melissa agora saiu do coma. Depois que conversei com Georgia, ela foi visitar sua irmã no hospital e disse que já parecia mais forte.

“Estamos todos muito felizes”, disse Georgia em uma mensagem.

No entanto, o caminho para a recuperação total será longo. Os médicos mexicanos e a embaixada britânica têm sido “ótimos”, diz Georgia.

Melissa deve superar seus ferimentos físicos e as duas mulheres precisarão de tempo para lidar com as consequências emocionais e mentais do que passaram. Georgia diz que está tendo dificuldades para dormir e que as imagens do ataque não saem de sua cabeça.

O que ela pode contar – pelo menos até que sua família chegue ao México – é com o suporte de outros viajantes e mochileiros com quem está. Eles já formaram uma espécie de família, uma combinação de amigos do Reino Unido, França, Índia, entre outros.

O rótulo de “irmã gêmea heroína” ainda não é confortável para Georgia. Por enquanto, ela só quer uma chance de se recuperar de sua terrível provação e recuperar novamente o fôlego depois do episódio.

via-BBC

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas