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Bolsonaro troca seis ministérios para atender Congresso e aproximar Forças Armadas

Pressionado pelo Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fez nesta segunda-feira a sua primeira reforma ministerial após mais de dois anos de governo. De uma única vez, fez seis mudanças em alguns dos seus principais ministérios e sacramentou a entrada do Centrão no Palácio do Planalto. As alterações atingem a Secretaria de Governo, Casa Civil, Relações Exteriores, Defesa, Justiça e Advogacia-Geral da União (AGU).


Em nota, a Presidência da República confirmou a nomeação da deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo, ministério responsável pela articulação política junto ao parlamento. Flávia é integrante do PL, comandado por Valdemar Costa Neto, um dos principais líderes do Centrão. O partido possui 40 deputados e três senadores.


Como mostrou o GLOBO, Valdemar vem liderando a aproximação do partido com Bolsonaro — a sigla emplacou nomes na presidência do Banco do Nordeste e na diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).


Flávia substitui Luiz Eduardo Ramos, que será transferido para a Casa Civil. O PL havia ficado insatisfeito com a articulação de Ramos na aprovação do Orçamento de 2021 e ameaçou obstruir a votação. Nos bastidores, lideranças do partido acusaram a Secretaria de Governo de privilegiar senadores na distribuição de emendas.


Valdemar Costa Neto também expressou insatisfação a interlocutores após o Republicanos emplacar o ministro da Cidadania, João Roma. Pelo tamanho da bancada, que possui menos parlamentares, o PL se sentiu preterido.


Com a ida de Ramos para a Casa Civil, o ministro Walter Braga Netto deixa o Planalto e vai para o Ministério da Defesa, substituindo o general Fernando Azevedo e Silva, que foi demitido nesta tarde por Bolsonaro.


Além disso, o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres assume o Ministério da Justiça e Segurança Púbica. Antes, ele estava na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Assim, André Mendonça volta para a Advocacia-Geral da União (AGU), cargo que ocupou até abril do ano passado. Mendonça substituirá José Levi, que também foi demitido nesta tarde.


Em outra troca, o embaixador Carlos Alberto Franco França assumirá o comando do Ministério de Relações Exteriores no lugar de Ernesto Araújo. O nome de França agrada parlamentares e pode ajudar a melhorar a relação com o Congresso. Nos últimos dias, as críticas de deputados e senadores à política externa do governo se intensificaram, tornando a permanência de Araújo insustentável.

Quem saiu do governo

Fernando Azevedo e Silva, Defesa


Azevedo foi demitido do cargo pelo presidente. Em nota, disse que sai “na certeza da missão cumprida”, sem explicar o motivo da demissão. Ele também destacou que preservou as Forças Armadas como instituição de Estado em sua gestão. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente.


Segundo a colunista Malu Gaspar, Azevedo disse a interlocutores próximos que saiu do ministério da Defesa, porque não queria repetir o que viveu em maio passado. Maio de 2020 foi o mês em que bolsonaristas realizaram diversas manifestações pedindo intervenção militar e atacando o Supremo Tribunal Federal. A demissão está sendo compreendida entre os militares como uma demonstração do presidente de que “é ele quem manda” e que ele não abrirá mão de ser obedecido. Segundo um aliado muito próximo de Bolsonaro, Azevedo está saindo, porque “nunca se alinhou completamente” ao presidente da República.


Ernesto Araújo, Relações Exteriores


O chanceler decidiu pedir demissão do cargo, após sofre forte pressão do Congresso para sair. A informação foi repassada pelo próprio chanceler a seus subordinados. Segundo fontes do Planalto, Ernesto disse a Bolsonaro que não quer ser um problema ao governo.


Críticas à política externa e às estratégias adotadas por Araújo incluem a deterioração das relações com a China, principal parceira comercial do Brasil desde 2009 e agora ums dos maiores fornecedores de insumos para a produção de vacinas contra o coronavírus.


José Levi, advogado-geral da União


O presidente demitiu Levi, porque o ministro não assinou a ação que o Executivo apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir governadores de adotarem medidas restritivas de circulação durante o agravamento da pandemia da Covid-19. O pedido, apresentado há dez dias, levou a assinatura apenas de Bolsonaro. A ausência da assinatura de José Levi na ação chamou atenção porque, em atuações recentes da AGU, a assinatura do Advogado-Geral sempre aparecia nas petições enviadas ao STF.

Via: Notícias da Hora

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Redação Juruá Online

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