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Bolsonaro poderá anunciar um mega pacote de obras com Gladson nesta semana

Reuniões, mensagens, audiências, telefonemas. Os dias que antecedem a inauguração da Ponte do Rio Madeira, em Abunã (RO), agitam a agenda da cúpula do governo do Acre, que considera gigantesca a oportunidade de o presidente Jair Bolsonaro deixar um legado bem maior que o sonho da integração rodoviária com o resto do País.

Se tudo correr como o previsto, 7 de maio é marco do desembaraço financeiro do megapacote de obras e serviços que o Acre pretende deflagrar com a chegada do verão -e, pelo que sugerem as friagens, o tempo seco já bate às portas –em ramais, pontes, viadutos, programas, saúde, infraestrutura logística.

Não há como falar em cifras – e não há confirmação de quase nada, uma vez que o Palácio do Planalto se reserva ao sigilo da agenda presidencial – mas fontes e indícios dão pistas do que Bolsonaro pode deixar como legado de sua visita à Abunã – a qual pode ser esticada até a capital do Acre.

De ordem de serviço deve ser pouca coisa, mas haverá consignação de projetos importantes, como o Viaduto da Corrente, cujo projeto deve ser encaminhado no fim de maio para o ministro Tarcísio Gomes, da Infraestrutura, que já até indicou de onde pode vir os milhões necessários à obra. Há verbas especificas para eliminar estrangulamentos viários nas cidades, disse o ministro a interlocutores.

É provável uma ordem de serviço ao pacote de oito lotes para abertura e recuperação dos ramais, recursos que podem passar dos R$ 50 milhões aplicados nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Xapuri e Acrelândia.

Há em curso outras ideias para revitalização urbanística de Rio Branco, como a 5ª Ponte do Rio Acre, também suspensa atualmente –mas que deve estar na ´pauta do Madeira´.

O anel viário de Brasiléia não deve aparecer como ordem de serviço também, mas estará na pauta das citações oficiais. Falta um laudo da Marinha do Brasil para o encaminhamento do projeto.

Emendas parlamentares podem se configurar no “grosso” do legado –e virão com carimbo de 2020 e 2021. Uma delas, do deputado Alan Rick (R$20 milhões) está praticamente convertida no Viaduto da Avenida Ceará e é ´Pedra 90´ da agenda de Bolsonaro. No total, são cerca de R$80 milhões em uma obra que pretende estabelecer um novo corredor de trânsito no coração de Rio Branco até a Via Verde.

Nesta sexta-feira (30) o relator-geral do Orçamento da União, Marcio Bittar, anunciou esforço de seu gabinete para liberar R$1 bilhão do OGU até fim de dezembro. Parte pode ser confirmada na agenda da ponte.

Por fim, Bolsonaro pode anunciar verbas para a rodovias, segurança pública, Estrada de Pucallpa, mais vacinas e equipamentos para a emergência da Covid-19.

A Ponte do Madeira está pronta. Já não faltam detalhes e os governadores Marcos Rocha, de Rondônia, e Gladson Cameli, fizeram suas comitivas pré-inaugurais. Ambos são faraônicos ao falar da obra e Cameli chega a dizer que se trata de um novo “Canal do Panamá”.

Com 1.517 metros de cumprimento, a ponte é a terceira maior já construída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e uma das maiores obras de engenharia da Amazônia. Acrescentando os dois acessos da BR-364 às cabeceiras, o complexo viário possui 3,84 quilômetros de extensão.

“Iniciada em 2014, o investimento na ponte por parte do governo federal foi de R$ 142 milhões. Para a sua construção, foram utilizados cerca de 25 mil metros cúbicos de concreto e 600 toneladas de aço. Em seu auge, necessitou da força de trabalho de 200 operários”, publicou a Agência de Notícias do Acre.

Ainda segundo o órgão oficial de comunicação do Acre, os motoristas não precisarão mais pagar uma taxa de até R$ 290 para cruzar o rio de uma margem a outra, algo que ocorre desde a abertura da rodovia entre Rio Branco e Porto Velho. A estimativa é que dois mil veículos passem pelo local, diariamente. Já o tempo de viagem entre as duas capitais deve ser reduzido em, aproximadamente, duas horas.

O PT, em cujo governo federal a ponte começou a ser construída, mandou recado e quer reconhecimento à ex-presidente Dilma Rousseff. De seu lado, o governo do Acre ergue a bandeira de Bolsonaro e avalia que o presidente da República tem feito das tripas coração para ajudar o Estado. “Temos muito que agradecer ao presidente”, disse a reportagem o diretor-geral do Deracre, Petrônio Antunes.

De fato, o que se apurou é que o Palácio do Planalto quer uma agenda marcante em 7 de maio. Além disso, na hora de cortar a fita inaugural a lista do legado deve tomar todo o tempo dos discursos e quase ninguém se lembrará da velha, temerária, cara e malvista balsa que no vaivém do banzeiro garantiu por décadas a travessia do Madeira.

Muito menos farão referência aos acontecimentos políticos de sete anos atrás.

Via: Ac 24 Horas

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Redação Juruá Online

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