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Balança comercial tem superávit de 3,10 milhões de dólares em outubro e AC registra saldo recorde no ano

Madeira e seus derivados voltaram a liderar exportações acreanas no mês passado, contribuindo com 42,3% do total. De janeiro a outubro, saldo positivo acumulado atingiu recorde de US$ 39,711 milhões.

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A balança comercial do estado do Acre registrou superávit de 3, 103 milhões de dólares no mês de outubro, segundo dados do Ministério da Economia.

O superávit ocorre quando as exportações superam as importações – ou seja, o saldo fica positivo. Entretanto, quando as importações superam as exportações, registra-se déficit comercial.

No mês passado, as vendas externas somaram 3,623 milhões de dólares e as compras do exterior totalizaram 519,800 dólares , segundo números oficiais.

Com os resultados de outubro, o Acre fechou o período de janeiro a outubro com um saldo recorde de 39,711 milhões de dólares, superando em 48% o registrado no mesmo período de 2020, que foi de US$ 26,872 milhões.

Assim como em setembro, quando o saldo ficou em US$ 3,724 milhões, a madeira e seus derivados voltaram a liderar exportações acreanas, contribuindo com 42,3% do total.

Produtos que lideraram exportações em outubro:

  • Madeira e derivados – 42,3%
  • Castanha – 27,6%
  • Derivados de bovinos – 16,7%
  • Derivados de suínos – 3,8%
  • Milho – 2,7%

Floresta sustentável

O Acre tem mais de 80% de área de floresta, mas o desmatamento ilegal é uma ameaça para a preservação dessa riqueza. O estado registrou um aumento de 40% no desmatamento no mês de setembro em comparação com o mesmo período no ano passado, segundo dados do Imazon, obtidos via satélites.

Produzir, com o mínimo de impacto para o meio ambiente é o grande desafio do setor madeireiro. No Acre, esse setor tem cerca de 4 mil funcionários e, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras, Thyago Barlatti, ainda tem muito a crescer.

“Nosso maior desafio é desmistificar como se fosse um setor de destruição e não é. O setor madeireiro é um setor que preserva. Somos responsáveis por 36% do superavit do estado, com exportação. É um setor que tende a crecer muito, com toda certeza”, disse Barlatti.

A Federação das Indústrias do Acre (Fieac) quer mostrar a importância do setor para a economia, por isso realizou um encontro das indústrias de base florestal sustentável. A participação do setor madeireiro no PIB do estado é de 4 a 5%;

“A gente precisa fazer esse tipo de encontro, começar a divulgar a quantidade de empregos, a riqueza que esse setor gera, mostrar o lado positivo da forma como estamos trabalhando. O Acre é o estado com maior quantidade de madeira exportada a nível de região Amazônica, e é uma madeira 100% legal, não temos dificuldade com nossa madeira quando sai do estado, diferente de outros estados, que trabalho desobrigados com as questões ambientais”, disse o presidente da Fieac, José Adriano.

Manejo florestal

O manejo florestal é a principal saída apontada pelos representantes do setor madeireiro para manter a floresta em pé. Em um manejo sustentável é possível prever quanto de uma área pode ser explorada sem grandes danos à floresta.

Segundo o diretor técnico da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira, Deryck Martins, projetos de manejo sustentável reduzem o desmatamento ilegal.

“O manejo florestal avançou muito nas últimas décadas, saiu de uma atividade simplesmente extrativista para hoje uma atividade tecnológica, onde você tem planejamento para chegar até essa madeira, consegue executar com menor impacto possível e tem rastreabilidade. Uma das formas de combater o desmatamento ilegal é fomentar a atividade legal. Então, quanto mais projetos de manejo florestal sustentável tivermos, menor será o desmatamento. A atividade madeireira precisa da floresta em pé, produzindo para que consiga garantir renda, mantendo a floresta”, afirmou Martins.

Por G1

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Redação Juruá Online

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