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Após sucessivos roubos de motocicletas, grupo fecha ponte que liga AC à Bolívia e pede segurança na fronteira

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Com o registro de roubos e furtos de pelo menos nove motocicletas em um intervalo de 10 dias, um grupo de pessoas, incluindo mototaxistas, moradores e vereadores, fechou a Ponte Wilson Pinheiro, na cidade de Brasileia, no interior do Acre, na manhã deste sábado (6), e está interrompido o acesso para a cidade de Cobija, na Bolívia.

A principal reivindicação dos manifestantes é por fiscalização permanente no local, para impedir que os bens, frutos de roubos e furtos, não sejam levados para o lado boliviano, segundo explicou o presidente do Sindicato dos Mototaxistas da cidade, Otaciano Muniz.

“A reivindicação aqui é por segurança. A população não aguenta mais e pede socorro. A gente aderiu ao movimento porque não foi com a gente, mas pode acontecer. A iniciativa foi da vereadora Marinete, e os mototáxis como tem parceria aderiram também ao protesto”, afirmou.

Muniz disse ainda que o principal pedido é para que o efetivo das polícias possam ficar em barreiras permanentes na saída da cidade, na fronteira.

“Porque se você chega aqui, passa a qualquer hora e não é parado por ninguém pela polícia brasileira, então, a reivindicação mais é por policiamento na fronteira”, afirmou.

Grupo está reunido desde às primeiras horas deste sábado (6) — Foto: Ataciano Muniz/Arquivo pessoal

Grupo está reunido desde às primeiras horas deste sábado (6) — Foto: Ataciano Muniz/Arquivo pessoal

O secretário de Segurança Pública do Acre, Paulo Cezar Santos, disse ao g1 que há uma atuação das forças estaduais no local, porém, essa fiscalização permanente foge a competência do estado.

“O estado também é favorável a essa fiscalização, mas há uma questão de competência que foge a responsabilidade do estado que não pode aleatoriamente tomar conta daquela ponte e controlar, porque há questões alfandegárias, migratórias e não passam efetivamente sob o controle administrativo e policial do estado. É por isso que solicitamos à Força Nacional e pedimos esse apoio ao Ministério da Justiça”, explicou.

Santos acrescentou ainda que o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) foi criado para esse tipo de atuação e que desde à sexta-feira (5) está ocorrendo operação na região, porém, ele reafirmou que por questão de competência não pode montar barreira fixa.

“Reforçamos o policiamento porque ocorreram nove furtos de motocicletas, seis deles tivemos recuperação imediata por parte da Polícia Militar, e estamos com operação deflagrada lá desde ontem [sexta, 5]. O estado criou o Gefron para atuar ali nas duas pontes tanto em Brasileia como Epitaciolândia. O governo também pediu apoio da Força Nacional para atuação nas pontes, mas concomitante uma série de medidas estão sendo adotadas como parceria com a Bolívia”, complementou.

O secretário acrescentou que até o mês de dezembro deve ser feita a inclusão de seis câmeras de monitoramento de placas nos acessos à Bolívia, no sentido de conter os roubos e furtos. “De imediato, estamos mandando uma reforço para lá, do Gefron e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Na segunda [8], também vamos chamar para uma reunião a Polícia Federal.”

Via-G1

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Redação Juruá Online

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