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Após invasão e tiroteio em conjunto habitacional do Acre, MP investiga falta de base da polícia no local

MP-AC instaurou notícia fato para cobrar do governo presença da Polícia Militar para prevenir criminalidade no Conjunto Habitacional Cidade do Povo. Governo afirmou que a base, instalada em janeiro de 2020, está funcionando diariamente.

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Após os momentos de terror que os moradores do  Conjunto Habitacional Cidade de Povo, no 2º Distrito de Rio Branco, viveram na segunda-feira (5), o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou uma investigação para cobrar a permanência de uma base da polícia no local. Um grupo de criminosos armados invadiu as ruas do bairro e efetuou vários disparos contra rivais.

Os criminosos gravaram o momento da invasão e o vídeo viralizou nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver vários homens armados correndo pela rua do bairro e são efetuados vários tiros. Na ação, Yuri Matheus de Lima Cavalcante, de 26 anos, foi morto e outras sete pessoas ficaram feridas.

Em janeiro de 2020, a Segurança Pública inaugurou uma base integrada no conjunto habitacional, que deveria funcionar de forma integrada entre as polícias Civil e Militar. O prometido era que 17 policiais militares ficariam disponíveis para atuar na base em regime de plantão. Após uma semana, uma denúncia feita por um ouvinte da rádio CBN Amazônia relatou que não havia a presença da Policia Militar no local.

Na época, o subcomandante do 2º batalhão da PM, major Edvan Rogério, explicou à CBN que a PM faz atendimento no local no período de 7h às 13H e que os 17 policias estavam fixos para atendimento no conjunto.

Mais de um ano depois, o MP-AC instaurou uma notícia fato para apurar os motivos que levaram o governo a não manter a presença da PM-AC de forma fixa no conjunto habitacional. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o promotor Tales Tranin explicou que a base do 2º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento no local, fica a mais de 10 quilômetros do conjunto.

Base integrada do Cidade do Povo foi inaugurada em janeiro do ano passado — Foto: Murilo Lima/CBN Amazônia

Base integrada do Cidade do Povo foi inaugurada em janeiro do ano passado — Foto: Murilo Lima/CBN Amazônia

O promotor explicou que essa distância prejudicaria o deslocamento imediato da equipe de policiais até a localidade para atuar, caso seja necessário. Tranin afirmou que o MP quer equipes da polícia no conjunto 24 horas por dia com viatura e policiais para atender a população.

“Então, se há uma emergência e a população requisita o trabalho do 190, até chegar nessa localização dá no que deu na segunda, 5, que foi uma noite de terror no bairro. Construíram um box da PM, mas nunca foi colocado, efetivamente, em prática. Recentemente, em março, o governo deu posse a mais de 200 policiais, então, assim, é inadmissível que a gente não tenha uma base permanente da Polícia Militar, que faz um trabalho preventivo e repreensivo para proteger a população. É um direito da população e obrigação do poder público”, pontuou.

A assessoria do governo informou à Rede Amazônica que a base está em pleno funcionamento.

‘Policiamento é permanente’, diz major

O comandante do 2º Batalhão da PM-AC, major Rodolfo Velasquez, argumentou que foi designado um policiamento exclusivo para o conjunto habitacional, que seria uma rádio patrulha que atua todos os dias da semana e 24 horas por dia. Segundo ele, o 2º Distrito de Rio Branco tem cerca de 40 bairros e alguns sofrem mais com ação de criminosos.

“A cidade do Povo é um dos tantos bairros do 2º Distrito. Representa um demonstrativo populacional que nos fez designar um policiamento exclusivo para esse local. Temos uma rádio patrulha 24 horas, sete dias por semana, somente para atender as situações de lá. Lógico, a Cidade do Povo é geograficamente grande, então, uma viatura não dá a cobertura que nos desejamos. Eventualmente, podem acontecer episódios como aquele em que lamentamos. Estamos fazendo um esforço para identificar os autores e dá a devida resposta”, frisou.

Ainda sobre o ataque de segunda, o major explicou que foi enviada uma equipe imediatamente para atender a ocorrência e a Polícia Civil está investigando o caso também.

“Situações como aconteceu fogem à regra do que temos como previsão, é algo totalmente inusitado. Ainda assim, mobilizamos o policiamento de imediato para fazer frente a esses acontecimentos”, concluiu o major.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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