Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Antes de reunião do Conselho de Segurança, bombardeio de Israel mata 33 em Gaza e atinge casa de chefe do Hamas

Entre os mortos na madrugada, estão 13 crianças, segundo Ministério da Saúde de Gaza; Hamas seguiu lançando foguetes sobre Israel

_________________Publicidade_________________

TEL AVIV E GAZA – Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 33 palestinos, incluindo 13 crianças, na Faixa de Gaza na manhã deste domingo, sétimo dia do confronto entre Israel e o Hamas, grupo islâmico que controla o território. Os combatentes do Hamas revidaram com foguetes.

Ataque de Israel: Bebê sobrevive e mãe e irmãos morrem em Gaza; 10 pessoas da mesma família morreram

Em seguidos ataques aéreos na manhã de hoje, os militares israelenses disseram que atingiram a casa de Yehya Al-Sinwar, no sul da cidade de Gaza. Sinwar, que foi libertado de uma prisão israelense em 2011, dirige as alas políticas e militares do Hamas em Gaza.

Os ataques antes do amanhecer ocorreram em casas no centro da Cidade de Gaza, disseram autoridades de saúde do território. Com isso, o número de mortos em Gaza subiu para 181, incluindo 52 crianças, desde o início dos confrontos, na última segunda-feira. Em Israel, 10 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas em ataques com foguetes do Hamas e outros grupos armados de Gaza, como a Jihad Islâmica.

O Conselho de Segurança da ONU está reunido neste domingo para discutir o conflito entre Israel e o Hamas, mas, em um pronunciamento na TV neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que, apesar de tentantivas diplomáticas externas, o fim da pior explosão de violência entre israelenses e palestinos desde 2014, quando Israel invadiu Gaza, não é iminente. 

—Nossa campanha contra as organizações terroristas continua com força total —, afirmou ou premier. — Estamos agindo agora, pelo tempo que for necessário, para restaurar a calma e o sossego a vocês, cidadãos de Israel. Isso levará tempo. 

Os EUA, aliados de Israel, vinham bloqueando reuniões do Conselho sobre a questão desde a última segunda-feira, quando vetaram a aprovação de uma resolução que instava Israel a suspender a colonização dos territórios palestinos ocupados, estopim dos confrontos atuais.

Imensa nuvem de fumaça sobre em local atingido por ataque aéreo israelense ao complexo de Hanadi na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Imensa nuvem de fumaça sobre em local atingido por ataque aéreo israelense ao complexo de Hanadi na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Incêndio na refinaria de Ashkelon, atingida por foguetes do Hamas no dia anterior, na cidade no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza Foto: JACK GUEZ / AFP
Incêndio na refinaria de Ashkelon, atingida por foguetes do Hamas no dia anterior, na cidade no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza Foto: JACK GUEZ / AFP
Mulheres palestinas verificam os danos dentro de um apartamento em um prédio fortemente danificado na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Mulheres palestinas verificam os danos dentro de um apartamento em um prédio fortemente danificado na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Cratera na rua principal da Cidade de Gaza, após ataques aéreos israelenses no território comandado pelo Hamas durante a noite Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Cratera na rua principal da Cidade de Gaza, após ataques aéreos israelenses no território comandado pelo Hamas durante a noite Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Torre Al-Jawhara na Cidade de Gaza, foi alvo de ataques aéreos israelenses durante a noite Foto: ASHRAF AMRA / AFP
Torre Al-Jawhara na Cidade de Gaza, foi alvo de ataques aéreos israelenses durante a noite Foto: ASHRAF AMRA / AFP

PUBLICIDADE

Incêndio logo ao amanhecer em Khan Yunish, após um ataque aéreo israelense contra alvos no sul da Faixa de Gaza Foto: YOUSSEF MASSOUD / AFP
Incêndio logo ao amanhecer em Khan Yunish, após um ataque aéreo israelense contra alvos no sul da Faixa de Gaza Foto: YOUSSEF MASSOUD / AFP
Raios de luz são vistos quando o sistema anti-míssil Iron Dome de Israel intercepta foguetes lançados da Faixa de Gaza em direção a Israel, vistos de Ashkelon, Israel em 12 de maio de 2021. REUTERS / Amir Cohen Foto: AMIR COHEN / REUTERS
Raios de luz são vistos quando o sistema anti-míssil Iron Dome de Israel intercepta foguetes lançados da Faixa de Gaza em direção a Israel, vistos de Ashkelon, Israel em 12 de maio de 2021. REUTERS / Amir Cohen Foto: AMIR COHEN / REUTERS
Um homem palestino olha para um prédio destruído na Cidade de Gaza, após uma série de ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Um homem palestino olha para um prédio destruído na Cidade de Gaza, após uma série de ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Um homem israelense passa pelos restos de um foguete disparado pelo grupo islâmico palestino Hamas da Faixa de Gaza e que foi destruído pelo sistema de defesa aérea de Israel, em Ashkelon Foto: JACK GUEZ / AFP
Um homem israelense passa pelos restos de um foguete disparado pelo grupo islâmico palestino Hamas da Faixa de Gaza e que foi destruído pelo sistema de defesa aérea de Israel, em Ashkelon Foto: JACK GUEZ / AFP
Crianças caminham por rua destruída perto de uma torre que foi atingida por ataques aéreos israelenses, em meio a uma explosão de violência israelense-palestina, na cidade de Gaza Foto: MOHAMMED SALEM / REUTERS
Crianças caminham por rua destruída perto de uma torre que foi atingida por ataques aéreos israelenses, em meio a uma explosão de violência israelense-palestina, na cidade de Gaza Foto: MOHAMMED SALEM / REUTERS

PUBLICIDADE

Rolos da Torá, escrituras sagradas judaicas, são removidos de uma sinagoga que foi incendiada durante confrontos violentos na cidade de Lod, em Israel, entre manifestantes árabes israelenses e a polícia Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS
Rolos da Torá, escrituras sagradas judaicas, são removidos de uma sinagoga que foi incendiada durante confrontos violentos na cidade de Lod, em Israel, entre manifestantes árabes israelenses e a polícia Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS
Israelenses se protegem sob uma ponte na entrada da cidade central de Tel Aviv Foto: GIL COHEN-MAGEN / AFP
Israelenses se protegem sob uma ponte na entrada da cidade central de Tel Aviv Foto: GIL COHEN-MAGEN / AFP
Pessoas se abrigam no porão de um prédio na cidade israelense de Tel Aviv. Alarmes pela cidade , depois que foguetes foram lançados contra Israel da Faixa de Gaza Foto: GIDEON MARKOWICZ / AFP
Pessoas se abrigam no porão de um prédio na cidade israelense de Tel Aviv. Alarmes pela cidade , depois que foguetes foram lançados contra Israel da Faixa de Gaza Foto: GIDEON MARKOWICZ / AFP

Tanto Israel quanto o Hamas afirmaram que continuariam os ataques depois que Israel destruiu um prédio de 12 andares na Cidade de Gaza, no sábado, que abrigava os escritórios locais da agência americana Associated Press (AP) e da emissora Al-Jazeera, do Qatar.

Os militares israelenses disseram que o edifício al-Jalaa era um alvo militar legítimo, contendo escritórios militares do Hamas, e que havia alertado os civis com antecedência para saírem do local.

A AP condenou o ataque e pediu a Israel que apresentasse evidências. “Não tivemos nenhuma indicação de que o Hamas estivesse no prédio ou ativo nele”, disse a agência em um comunicado.

Em resposta à destruição do prédio e a um ataque que matou dez membros da mesma família – sendo oito crianças –, o Hamas disparou 120 foguetes contra Israel durante a noite, disseram militares israelenses, com muitos interceptados pelo sistema antimísseis Domo de Ferro e cerca de uma dúzia caindo ainda dentro de Gaza.

Os israelenses correram para abrigos antiaéreos enquanto sirenes alertavam para a queda de foguetes em Tel Aviv e na cidade de Beersheba, no Sul do país. Cerca de 10 pessoas ficaram feridas enquanto corriam para abrigos, disseram os médicos.

Guga ChacraA guerra das narrativas em Gaza

‘Como um terremoto’

Palestinos trabalhando para remover os destroços de um prédio destruído nos ataques aéreos de hoje recuperaram os corpos de uma mulher e de um homem.

— Estes são momentos de horror que ninguém pode descrever. É como se um terremoto tivesse atingido a área — disse Mahmoud Hmaid, pai de sete filhos que estava ajudando nos esforços de resgate.PUBLICIDADE

Do outro lado da fronteira, na cidade israelense de Ashkelon, Zvi Daphna, um médico cujo bairro foi atingido por vários foguetes, descreveu um sentimento de “medo e horror”.

O Egito liberou a passagem de Rafah, única fronteira transitável da Faixa de Gaza, um dia antes do planejado para permitir a circulação de estudantes, pessoas que precisam de tratamento médico e outros casos humanitários. Israel mantém sua fronteira com Gaza fechada.

O governo egípcio já enviou 16 ambulâncias para recolher vítimas dos bombardeios israelenses para tratamento em hospitais do país, disse uma fonte médica. Segundo a Reuters, um ônibus com 95 pessoas feridas chegou de Gaza na manhã deste domingo.

O Hamas começou seu ataque com foguetes na segunda-feira, após semanas de tensões envolvendo o possível despejo de famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental. Protestos dos palestinos contra o despejo foram reprimidos na Esplanada das Mesquitas e dentro da mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, durante o mês do Ramadã, encerrado na última quarta-feira.

ManipulaçãoAnúncio incorreto de invasão militar a Gaza para imprensa teria sido tática de Israel para atingir Hamas

Israel ocupou o setor oriental de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e reivindica toda a cidade como sua capital, o que não é reconhecido internacionalmente. Os palestinos querem que esse setor de Jerusalém seja a capital de um futuro Estado.PUBLICIDADE

Hady Amr, enviado do presidente dos EUA, Joe Biden, chegou a Israel na sexta-feira para negociações. Biden falou com Netanyahu e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na noite de sábado, informou a Casa Branca.

Qualquer mediação americana, porém, é complicada pelo fato de os Estados Unidos e a maioria das potências ocidentais não terem contato oficial com o Hamas, que consideram uma organização terrorista.

Em Israel, o conflito foi acompanhado de violência entre as comunidades mistas de judeus e árabes do país, com sinagogas atacadas e lojas de propriedade de árabes vandalizadas.

Também houve um aumento de confrontos mortais na Cisjordânia ocupada. Pelo menos 15 palestinos foram mortos por militares israelenses na Cisjordânia desde sexta-feira.

Via-O Globo

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas