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Aluno soldado da PM que foi desligado do curso após desmaios denuncia abuso

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O agora ex-aluno Soldado Reginaldo Ribeiro, matriculado no Curso de Formação do 1° pelotão da primeira Companhia da Polícia Militar do Acre em 2021, ingressou com um requerimento solicitando o cancelamento da assinatura de desligamento do curso ocorrida na última sexta-feira, 3, em Rio Branco. A portaria foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE), no último dia 8 de setembro. O documento foi protocolado no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa de Segurança e Justiça Francisco Mangabeira – CIEPS, situado na Via Verde, BR 364, Km 2, Jardim Europa.

Ribeiro contou que, no período da tarde, em meio ao sol quente, somente ele teve que ficar sem a chamada ‘cobertura’ da cabeça, conhecida por gorro, por conta de uma ordem do Sargento PM Batista responsável pelo 2° pelotão da primeira companhia do CFSD 2021, não ter permitido o uso durante as atividades. “Situação diferente dos demais alunos do curso, pois todos estavam usando suas coberturas, sofri dois desmaios com vômitos e os alunos do meu pelotão são testemunhas de tal fato, me sentindo tonto”, declarou.

Reginaldo ressaltou que em meio a confusão mental, chegou a ouvir dos militares “pede pra sair”, típica frase marcada no filme Tropa de Elite. “Na ocasião, foi me trago um documento para eu assinar. Todavia, eu não tinha no momento a compreensão de que aquela assinatura representava o meu desligamento do CFSD 2021. Em suma, assinei o documento como pediram. Ressalto que não estava completamente lúcido, não tive discernimento na hora do que estava fazendo”.

No documento enviado ao ac24horas, o jovem desabafou. “O curso de formação CFSD 2021 é fruto de muito empenho e esforço da minha parte. Jamais tomaria uma decisão dessa em sã consciência. Gostaria de reverter o ato equivocado e ser reintegrado ao primeiro pelotão, da primeira companhia do CFSD 2021 o mais rápido possível”, alegou.

Por fim, Ribeiro afirmou que o ocorrido é caracterizado como abuso de autoridade. “É maus tratos e lesões de direito. De quase 200 alunos soldados, apenas de mim foi retirado esse direito”, comentou.

O outro lado da história

Ao entrar entrou em contato com o comandante da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Paulo César Gomes. Ele garantiu que a portaria n° 1.678 está dentro dos conformes da Polícia Militar. “Sobre a portaria está correto”, disse. Em relação ao requerimento de Reginaldo, Paulo César Gomes foi enfático. “Sobre o requerimento desconheço”, concluiu.

Ao ser informado da resposta do comando da PM, Reginaldo Ribeiro, disse que o requerimento impetrado já havia, inclusive, o protocolo de recebimento do comando do curso de formação. Todavia, ele frisou que deverá entrar com um Mandado de segurança. “Com pedido de liminar para voltar imediatamente. Não almejo nada que não seja meu por direito: o curso de formação. Sou concursado. Estou entre as vagas que foram disponibilizadas em 2017”.

Entretanto, em meio às críticas ao curso de formação, Reginaldo manifestou respeito à Polícia Militar. “Eu tenho o maior respeito a polícia militar por ser uma instituição de prestígio e por ter amplo apoio da população. O braço armado do estado está presente nos 22 municípios acreanos. São poucas instituições do estado que acumula tantas responsabilidades e que está presente nas regiões mais longínquas do estado”, concluiu.

Via-Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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