18 de maio de 2022   |   23:35  |  

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Alimentos subiram até 166% em um ano, segundo IPCA

Especialistas mostram substituições adequadas das comidas que mais encareceram em um ano. para manter o almoço de Páscoa saboroso e mais em conta.

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Faltando cerca de uma semana para a Páscoa, os brasileiros terão que adequar o cardápio da celebração às mudanças nos preços dos alimentos. Na última sexta-feira (8), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país – foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e teve uma aceleração de 1,62% em março, a maior variação para o mês desde 1994. O acumulado de 12 meses fechou em 11,62%.

Em um levantamento baseado na inflação acumulada dos últimos doze meses e constatou- se que os alimentos que mais subiram foram a cenoura, no primeiro lugar da tabela com uma alta de 166,17% e, em seguida, vem o tomate, com 94,55%. Em terceiro, o pimentão (80,44%). Outros itens que também ganham destaque são: a batata-inglesa (27,15%), a couve (24,96%) e a cebola (13,84%). Todos esses itens compõe o almoço de Páscoa dos brasileiros.

Para aliviar o bolso dos consumidores, a nutricionista Lara Natacci mencionou alguns alimentos que podem substituir os itens que tiveram os preços elevados por conta da inflação.

“A cenoura pode ser substituída pela abóbora. O preço dela está mais interessante e ela tem os mesmos nutrientes, vitaminas e até alguns antioxidantes. Já o tomate, se pensarmos na quantidade de vitaminas e nas fibras, podemos substituir pelo pepino. O pimentão nós podemos trocar pela berinjela ou a abobrinha, se refletirmos nas fibras e nutrientes. A couve pode ser substituída por outra folha verde, como o espinafre e a escarola, que tem mais ou menos os mesmos valores tradicionais”, explica Lara.

Ainda segundo a especialista, “a batata-inglesa, não muda tanto. Ela pode ser trocada pela batata-doce ou mandioca. Como ela é um tubérculo, tem fonte de carboidrato, principalmente na casca. Já no lugar da cebola, é um pouco mais difícil. O alho está um pouco mais barato, então se for para refogar, diria que seria possível utilizá-lo no lugar dela ou não usar esses alimentos no tempero. A solução é fugir da cebola branca e tentar uma versão mais barata, como a chalota, roxa ou a amarela”.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz também traz outras soluções para o próximo feriado. Segundo ele, como este ano já é possível ter encontros presenciais, os familiares podem separar as funções na cozinha e cada um ficar responsável por um tipo de comida.

“O ano de 2020 e 2021 a Páscoa era muito restrita no núcleo familiar, o que obrigava a cada família ter uma despesa sozinha para fazer um almoço especial. Agora, com a flexibilização, as famílias podem se juntar e cada um leva um prato. Assim, se cada um dividir, é possível fazer um almoço solidário onde todos vão entrar com pouco e não vai faltar para ninguém”, ressalta Braz.

Em entrevista recente, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória., afirmou que o IPCA foi maior do que o esperado. Ela avalia que não é comum uma alta generalizada em tantos alimentos ao mesmo tempo, mas uma conjuntura de fatores internos e externos levou à situação atual.

“Tivemos uma conjunção de fatores no campo da alimentação. Em geral, não é comum vermos tantos itens subindo ao mesmo tempo, as safras de alimentos são variadas em várias regiões do Brasil. Algumas são importadas. Mas a seca no sul, chuvas no Sudeste e Nordeste, tudo isso impactou várias safras simultaneamente”, declarou.

Inflação dos alimentos nos domicílios e nos restaurantes

O IPCA também mostrou que, nos últimos 12 meses, a inflação foi maior para alimentação em domicílio (13,73%) do que fora do lar (6,22%). De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, embora o movimento tenha melhorado bastante nos últimos meses, o setor ainda enfrenta problemas com as contas desde o início da pandemia.

“A inflação foi dura com os bares e restaurantes. Nós fizemos uma pesquisa em março e 38% das empresas fecharam o mês de fevereiro no vermelho. Mesmo assim, estamos segurando o repasse de custos no cardápio para não perder os clientes. Agora estamos tendo um movimento muito bom, e, para a Páscoa, é necessário que faça reserva nos restaurantes por conta da demanda. Mas as dívidas que acumulamos na pandemia não são possíveis de serem pagas sem ajuda do governo”, pontua.

Por CNN Brasil

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