10 de agosto de 2022   |   13:15  |  

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Acre notificou mais de 13,3 mil casos de diarreia em quase seis meses, aponta Saúde

Notificações são de janeiro a 18 de junho deste ano. Em 2021, no mesmo período, foram 9.046 casos confirmados.

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Mais de 13,3 mil casos de diarreia foram notificados no Acre entre janeiro e junho deste ano. Os dados são do Núcleo das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (NDTHA) da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e são da semana epidemiológica (SE) 24, até o dia 18 de junho. 

As informações foram divulgadas pelo núcleo nessa quinta-feira (23). Conforme o levantamento, cinco cidades estão acima do limite superior de casos, que utiliza dados da série histórica dos últimos dez anos. 

“Do ano passado para cá foram reativados alguns serviços da vigilância da água. Existe um setor dentro da Vigilância de Saúde chamado de Vigiágua e os municípios mandam essa coleta de água para o Lacen fazer a análise para a gente entender se aquela água não está boa para consumo humano”, explicou Débora dos Santos Gonçalves, chefe do núcleo. 

Cidades que mais apresentaram notificações de diarreia até o dia 18 de junho  — Foto: Reprodução

Cidades que mais apresentaram notificações de diarreia até o dia 18 de junho — Foto: Reprodução 

Aumento

O levantamento mostrou também que houve um aumento nas notificações entre o ano passado e este ano. Em 2021, o número de notificações até a semana epidemiológica 24 era de 9.046 e no mesmo período deste ano já são 13.378.

O aumento em um ano foi de mais de 4,3 mil casos notificados. 

As cidades que estão acima do limite de casos são:

  • Acrelândia 
  • Manoel Urbano
  • Sena Madureira 
  • Senador Guiomard
  • Tarauacá 

Do total de casos notificados este ano, o estudo aponta que 1.278 casos foram em crianças de 1 ano, 3.702 em crianças de 1 ano a 4 anos, 1.562 em crianças de 5 a 9 anos e em crianças de 10 anos .6775. 

Investigações

A chefe do Núcleo das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (NDTHA), Débora dos Santos Gonçalves, destacou que essa época do ano é um período de escassez de água em algumas cidades e, por isso, a população é orientada a reforçar os cuidados com a água consumida. 

Como uma das ações de combate e prevenção, as equipes da Saúde estadual estão indo aos municípios orientando e pedindo aos servidores dos hospitais que coletem as amostras para análise. 

“A gente não consegue com que essa pessoa passe material suficiente para realizar uma análise. Temos o material para fazer a coleta, estamos preparados para dar o resultado, para mandar para fora e fazer a investigação, mas o problema é que a gente não consegue com que o paciente traga o material para a gente investigar”, acrescentou. 

Dos casos em avaliação do ano passado Débora explicou que alguns foram diagnosticados como rotavírus e norovírus. Este ano, as equipes já foram informadas que os pacientes que buscam as unidades de saúde relatam que estão com diarreia e também síndrome respiratória aguda. 

“A gente tem perguntado aos municípios se houve um aumento de casos no mesmo período que está tendo casos de síndrome respiratória aguda. Os municípios informaram que sim, as pessoas que estão procurando as unidades procuram pela síndrome respiratória e identificam que também estão com diarreia. O que estamos trabalhando com os municípios é se a diarreia está entrando como sintoma de diarreia ou se estamos tendo tendo síndrome diarreica aguda, que é outra definição”, concluiu. 

Casos em 2021

Em 2021, o Acre ficou em estado de alerta por causa de um surto de diarreia em 11 municípios. Os casos começaram a aumentar a partir de 25 de julho, na semana epidemiológica 30 e o estado entrou em surto a partir da semana 32. 

Com a situação crítica, a Sesacre chegou a montar, na época, uma sala de situação para monitorar os casos. Uma equipe da Saúde foi até a regional do Juruá avaliar o aumento expressivo de casos, principalmente nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. 

Além disso, a Saúde também investigou duas mortes supostamente causadas pela diarreia. Os casos foram registrados em duas crianças nas cidades de Feijó e Tarauacá, no interior.

Com informações G1

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