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Acre é reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação

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Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso receberam certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nesta quinta-feira. Apenas Santa Catarina possuía status.

A pecuária do estado do Acre teve um grande avanço nesta quinta-feira (27) ao receber o certificado internacional de zona livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

No ano passado, o Acre já havia se tornado zona livre da aftosa sem vacinação e estimativa era que os pecuaristas pudessem economizar mais de R$ 10 milhões por ano.

No Brasil, apenas Santa Catarina possuía esse reconhecimento. Além do estado acreano, passam a compor essa lista, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso.

A meta para o Brasil ser todo livre de febre aftosa sem vacinação é em 2026.

O anúncio foi comemorado pelo governo durante uma coletiva feita nesta quinta. O superintende do Ministério da Agricultura do Acre, Fernando Bortoloso, diz que esse é um marco e um avanço importante para a economia no Acre.

“Muitos chegam a não entender a proporção que esse selo nos traz, ele implica dizer que o Acre, as ações de defesa sanitárias do estado do Acre foram reconhecidas pelos melhores profissionais de defesa sanitária no mundo. Todos reconheceram o trabalho feito pelo Idaf [ Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre]. Hoje é um dia de muita alegria e comemorações, mas também de renovarmos o compromisso entre as partes interessadas para a manutenção, porque o status foi adquirido, agora nós temos que trabalhar para a manutenção. Ao invés de vacinar o produtor vai ter que apostar em atividades de vigilância e, claro, ter uma maior interação junto ao órgão de defesa para a suspeita e notificação de doenças”, destacou.

Gestores dizem que selo internacional é como se fosse a Copa do Mundo da agropecuária  — Foto: Reprodução

Gestores dizem que selo internacional é como se fosse a Copa do Mundo da agropecuária — Foto: Reprodução

‘Copa do Mundo da Agropecuária’

O presidente do Idaf, José Francisco Thum, lembrou de quatro colegas que morreram vítimas da Covid e dedicou a obtenção do selo a eles. Thum ressaltou ainda que as ações de prevenção e vigilância devem ser reforçadas agora que o estado não vai mais conta com a vacina contra aftosa.

“Poderíamos dizer que o Acre ganhou uma copa do mundo. Quero parabenizar a todos os pecuaristas do Acre, agradecer pela ajuda, todo trabalho, investimentos que eles têm feito ao longo dessas décadas, É uma vitória, podemos bater no peito com orgulho e dizer que a pecuária do Acre é de primeiro mundo. Podemos mandar os produtos para qualquer país do mundo, até os mais rigorosos. E manter a vigilância, acompanhamento, uma vez que perdemos a vacina, esse acompanhamento precisa ser ainda mais rigoroso”, reforça.

O secretário de meio Ambiente do Acre, Israel Milani, diz que o trabalho até a conquista foi longo, mas que esse reconhecimento torna o Acre uma referência e que o objetivo agora é fomentar ainda mais o setor no estado.

“Quando iniciamos a gestão, tínhamos muito o que avançar e hoje a carne do Acre pode ser vendida em qualquer mercado do mundo. O Acre agora e referência não só nacionalmente, mas também pode ser vendida em qualquer mercado do mundo. Agora, nós temos muitas áreas embargadas que precisamos regularizar para que os produtores tenham espaço para produzir e vender para fora do estado”, finaliza.

Atualmente, existem em torno de 70 países reconhecidos livres de febre aftosa sem vacinação, que são potenciais mercados para a produção de carne bovina e suína, com melhor preço e sem restrições sanitárias como, no caso da carne bovina, desossa e maturação.

Por: G1 ACRE

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Redação Juruá Online

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